terça-feira, 23 de maio de 2017

PF, Prende Arruda, Agnelo e Filippelli na Operação Panatenaico.


A Polícia Federal prendeu, na manhã desta terça-feira (23/5), os ex governadores do Distrito Federal Agnelo Queiroz e José Roberto Arruda, além do ex-vice governador Tadeu Filippelli. A Operação Panatenaico investiga uma organização criminosa que fraudou e desviou recursos das obras de reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha para Copa do Mundo de 2014. 


Orçada em cerca de R$ 600 milhões, a construção do estádio com capacidade para 70 mil pessoas custou, em 2014, R$ 1,575 bilhão, colocando a arena como a mais cara entre as 12 cidades-sede da Copa. O superfaturamento, portanto, pode ter chegado a quase R$ 900 milhA obra causou prejuízo de R$ 1,3 bilhão para a Agência d
A operação é decorrente da delação premiada de executivos da construtora Andrade Gutierrez, que, ao lado da Via Engenharia, ganhou a licitação para o Estádio Nacional Mané Garrincha.

A hipótese investigada pela Polícia Federal é de que agentes públicos, com a intermediação de operadores de propinas, tenham realizado conluios e, assim, simulado procedimentos previstos em edital de licitação. A renovação do Estádio Mané Garrincha, ao contrário dos demais estádios da Copa do Mundo financiados com dinheiro público, não recebeu empréstimos do BNDES, mas sim da Terracap, mesmo que a estatal não tivesse este tipo de operação financeira prevista no rol de suas atividades.

Em razão da obra do Mané Garrincha ter sido realizada sem prévios estudos de viabilidade econômica, a Terracap, companhia estatal do DF com 49% de participação da União, encontra-se em estado de iminente insolvência. 

Para recolher elementos que detalhem como operou o esquema criminoso que superfaturou a obra e lesou os cofres do GDF e da União, os cerca 80 policias envolvidos na operação foram divididos em 16 equipes. Devem ser cumpridos, no total, 15 mandados de busca de apreensão, 10 mandados de prisão temporária além de 3 conduções coercitivas. As medidas judiciais foram determinadas pela 10ª Vara da Justiça Federal no DF. Todas as ações ocorrem em Brasília e arredores.

As obras do Estádio Nacional Mané Garrincha começaram em 2010 e terminaram em 18 de maio de 2013



Concessão

A operação ocorre no momento em que o governo discute a concessão da arena esportiva à iniciativa privada. Estudos mostram que o Mané Garrincha só tem potencial de gerar R$ 171 milhões de retorno financeiro, durante toda a vida útil. Como levantamentos técnicos comprovam que houve uma depreciação de R$ 80 milhões no valor estimado do Mané Garrincha, isso representa um prejuízo patrimonial de mais de R$ 1,3 bilhão para a empresa.

Panatenaico

O nome da operação é uma referência ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, competições realizadas na Grécia Antiga que foram anteriores aos jogos olímpicos. A história desta arena utilizada para a prática de esportes pelos helênicos, tida como uma das mais antigas do mundo, remonta à época clássica, quando estádio ainda tinha assentos de madeira. A construção foi toda remodelada em mármore, por Arconte Licurgo, no ano 329 a.C. e foi ampliado e renovado por Herodes Ático, no ano 140 d.C., com uma capacidade de 50 mil assentos. Os restos da antiga estrutura foram escavados e restaurados, com fundos proporcionados para o renascimento dos Jogos Olímpicos de 1896.



quarta-feira, 22 de março de 2017

T J D F T Aceita Denúncia Contra Cincos Distritais

Os desembargadores do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) aceitaram, nesta terça-feira (21/3) denúncia de corrupção passiva contra os cinco distritais investigados pela Operação Drácon. Com isso, Celina Leão, Raimundo Ribeiro, ambos do PPS, Julio Cesar (PRB), Bispo Renato Andrade (PR) e Cristiano Araújo (PSD) viram réus e passam a responder criminalmente no processo que tramita no Judiciário, mas não serão afastados da Câmara Legislativa.

A sessão do Conselho começou por volta das 13h45. Manifestantes pró e contra os deputados se posicionaram do lado de fora do TJDFT. Depois da exposição da promotoria e dos advogados dos réus, o relator do processo, o desembargador José Divino de Oliveira, leu o seu voto. Durante sua exposição, o magistrado aceitou a denúncia de corrupção passiva feita pelos promotores contra os cinco distritais.

José Divino foi seguido por 16 desembargadores, que acataram a denúncia do MP contra Celina, Julio Cesar, Bispo Renato e Cristiano Araújo. Já outros cinco votaram a favor de Raimundo Ribeiro, mas, mesmo assim, por maioria (12 votos), ele virou réu.

Após os desembargadores acatarem a denúncia do MP, José Divino deu seu voto em relação ao pedido do MP para o afastamento dos deputados da Câmara Legislativa. O relator defendeu que apenas quatro, dos cinco denunciados, fiquem afastados dos seus mandatos por um prazo de 180 dias ou até o fim da instrução criminal. Mas outros 16 se manifestaram para que eles continuem na Câmara.

O desembargador Humberto Adjuto Ulhôa justificou o seu voto pelo não afastamento dos distritais da Casa da seguinte forma: “Se formos adotar esse entendimento, seria pérsico esvaziar o Congresso Nacional.” A sessão no Conselho Especial do TJDFT terminou por volta das 21h30.

Dos cinco denunciados pelos promotores em novembro do ano passado, apenas Celina e Raimundo acompanharam a análise da denúncia do MP. A sessão terminou por volta das 21h30. O MP não quis se manifestar. Ribeiro também saiu do pleno e disse que “não comenta decisões judiciais”.

Proibidos de entrar

Durante a sessão do Conselho Especial, a vice-procuradora-geral de Justiça, Selma Sauerbronn, representou a promotoria e pediu que os cinco distritais investigados sejam não só afastados como proibidos de frequentar a Câmara Legislativa. “Existem vários elementos que apontam tentativas de se queimar provas”, afirmou, após recomentar ao conselho que acolha a denúncia.

 Provas

Selma destacou a robustez das provas colhidas pelos promotores do Grupo Especial de Atuação Especial ao Crime Organizado (Gaeco), que acompanham a sessão, bem como os distritais Celina Leão e Raimundo Ribeiro.
Prova disso, alegou a vice-presidente do MPDFT, é que o Instituto de Criminalística não encontrou ilegalidades nas transcrições que constam no processo como provas da culpa dos cinco distritais.

Antes dela, José Divino de Oliveira defendeu que o processo continuasse desmembrado, indo contra solicitação da defesa de Celina Leão e do Cristiano Araújo. Nove desembargadores votaram com o relator. Assim, o processo dos investigados que não têm foro privilegiado será apreciado na Justiça de primeira instância. São três: Ricardo dos Santos, ex-diretor do Fundo de Saúde do DF; Alexandre Cerqueira, ex-secretário da Mesa Diretora da CLDF; e Valério Neves, ex-secretário-geral da Mesa Diretora.

Apoiadores dos investigados e pessoas que pedem o imediato afastamento dos distritais protestam em frente ao TJDFT.

Metropoles.com

quinta-feira, 2 de março de 2017

Desaparecida desde de domingo Jovem é encontrada degolada na BR 060

Talita
 Moreira de Souza, 18 anos, era técnica de enfermagem
 Uma jovem de 18 anos foi encontrada morta na tarde do último domingo (26/2), após ter sido dada como desaparecida pela família. O corpo, que só foi identificado um dia depois, é da técnica de enfermagem Talita Moreira de Souza. Segundo o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a moça estaria desaparecida desde as 6h de domingo.

O corpo de Talita foi encontrado em um matagal próximo à estrada que dá acesso ao acampamento Chico Mendes, em Samambaia. Ainda de acordo com a ocorrência, não havia documentos próximo à vitima, apenas uma nota de R$ 10 no bolso da calça que usava. Ela estava com um saco na cabeça e foi assassinada com um corte na garganta.

A morte da jovem causou comoção nas redes sociais. Na página pessoal de Talita no Facebook, amigos e parentes prestaram solidariedade e postaram mensagens de indignação. "Moça linda, que teve seus sonhos interrompidos de uma forma tão cruel, que Deus conforte o coração de toda família e que quem fez isso pague”, lamentou um deles. 


O caso é investigado na 32ª Delegacia da Polícia (Samambaia Sul). Segundo a PCDF, o ex-namorado de Talita é o principal suspeito, mas a corporação acredita que outras pessoas possam estar envolvidas no crime. Os dois mantiveram um relacionamento por dois anos e o homem, segundo informações dadas pela mãe em depoimento à polícia, não aceitava o fim do relacionamento e era tido como uma pessoa ciumenta.

Talita teria saído de casa por volta das 6h de domingo em direção ao trabalho. Ela atuava como profissional de saúde em um hospital particular no fim da Asa Norte. Preocupada porque a filha não voltou para casa após o plantão, das 7h às 19h do domingo, a mãe registrou ocorrência do desaparecimento no mesmo dia à noite. Nesse momento, a mulher não sabia que o corpo localizado era o da filha, porque a jovem estava sem documentos.

Segundo consta no registro da Polícia Civil, a chefe de Talita contou à mãe que a jovem sequer chegou à unidade de saúde no dia do desaparecimento. A ocorrência do desaparecimento foi registrada, então, na 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas). Mais tarde, a vítima foi reconhecida por familiares no Instituto de Medicina Legal (IML).

O delegado-chefe da 32ª DP, Júlio César de Oliveira Silva, responsável pelo caso, explicou que policiais conduziram o ex-namorado da vítima para prestar depoimento ainda no domingo. Segundo o investigador, ele negou participação no crime. “Estamos na fase de colher elementos para fundamentar os trabalhos. Em razão das ameaças que ele fazia à vítima, há indícios de que ele possa ter participação no crime, mas dificilmente uma pessoa participou desse ato sozinha”, ressaltou. Segundo ele, as características do crime levam a crer que o ato tenha sido cometido em outro local e que o corpo tenha sido levado às margens da BR-060 posteriormente.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

21 Ônibus depredadas de Três Empresas no DF

 Se os empresários não botasse transporte para eles voltarem para suas casas, ai sim poderia te motivos  para tanto vandalismo.

                Foram sete ônibus depredados da Pioneira, seis da Urbi e oito da Marecha. A Piracicabana ainda não divulgou o balanço do prejuízo. Essas situações aconteceram em diversos pontos da cidade, como na Rodoviária do Plano Piloto, Santa Maria, Gama e Samambaia. As empresas registraram boletim de ocorrência. Foram sete ônibus depredados da Pioneira, seis da Urbi e oito da Marecha. A Piracicabana ainda não divulgou o balanço do prejuízo. Essas situações aconteceram em diversos pontos da cidade, como na Rodoviária do Plano Piloto, Santa Maria, Gama e Samambaia.  
Três empresas de transporte coletivo do DF tiveram 21 ônibus depredados desde o sábado de carnaval (25/2). De acordo com a assessoria das companhias, usuários teriam arrancado os assentos e atiram pedras nos vidros dos coletivos. Em uma dessas ocasiões, estilhaços atingiram o motorista do veículo que teve que ser levado para o Hospital de Base (HBDF).

As empresas registraram boletim de ocorrência. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Minha Casa minha Vida no Paranoá Justiça e Policia Militar retira Invasores

Seis apartamentos ocupados irregularmente no Residencial Paranoá Parque foram retomados pelo governo de Brasília, em operação nesta terça-feira (7), para serem entregues aos devidos proprietários. Em apenas um deles, uma família teve de ser retirada. Um segundo imóvel tinha mobília, mas sem moradores. Os outros já estavam vazios quando os oficiais de Justiça, com o apoio da Polícia Militar, chegaram ao local.
A catadora Geni Silva, de 30 anos, pode entrar no imóvel que estava ocupado por invasores. Foto: Tony Winston/Agência Brasília
As seis residências estavam destinadas a famílias que aguardavam em uma lista da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF(Codhab). “Uma vez que os apartamentos são direcionados para os moradores, nós os verificamos. Nisso, descobrimos que eles estavam invadidos”, explicou Mayro Molina, assessor técnico e fiscal da empresa pública.
Foi o que ocorreu com Geni da Silva, de 30 anos, catadora de lixo que vivia de favor com mais oito pessoas da família. “Eu peguei a escritura e a chave e fui conhecer meu novo apartamento. Quando cheguei aqui, tinha um homem morando na minha casa”, contou.
Inscrita na lista da companhia desde 2010, Geni assinou o contrato do apartamento em 15 de dezembro de 2016. Feliz por saber que o imóvel seria liberado até 7 de fevereiro, ela acompanhou a operação na tarde de hoje e agradeceu por receber a casa nova.
O diretor Imobiliário da Codhab, Jorge Gutierrez, disse que alguns dos invasores estão na lista para receber imóveis, mas não respeitaram a ordem de chamada. “Tem gente que quer tirar vantagem e passar na frente dos outros. Isso não é permitido, e eles serão removidos da lista.”
Núcleo de Fiscalização e Retomada da Codhab
As remoções foram organizadas pelo Núcleo de Fiscalização e Retomada, da Codhab, que verifica se os imóveis entregues pela companhia estão ocupados legitimamente. O núcleo faz vistorias constantes, e atua conforme denúncias recebidas.
Quando encontram casos de ocupação irregular, o que também inclui pessoas que receberam o imóvel e o revenderam ou alugaram, desocupam a residência e removem o ocupante da lista da Codhab.
Desde abril de 2016, quando foi criado, o núcleo recebeu denúncias sobre 60 apartamentos no Paranoá Parque. Desses, 37 foram retomados pela Codhab, oito estão em processo de retomada e 15, sob investigação.
Imóveis entregues para inscritos do Habita Brasília
Construídas para os inscritos na faixa 1 — de renda mensal de até R$ 1,6 mil — do eixo Morar Bem, do programa Habita Brasília, as unidades do Residencial Paranoá Parque começaram a ser entregues em março de 2014. De acordo com o diretor de Habitação da Codhab, Júlio Gutierrez, 6.240 famílias passaram a ocupar cerca de 90% dos apartamentos. Aproximadamente 25 mil pessoas moram na área.

Quem souber de ocupações irregulares de imóveis pode pelo telefone 162 ou pelo site da Ouvidoria-Geral do DF.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Bolsista do Prouni Convida Lula para Festa de Formatura

18 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 18:17 // RECEBA O 247 NO TELEGRAM Descrição: Telegram


Revista Fórum - A estudante de jornalismo Rita Correa Garrido, de 26 anos, nem pensava em cursar uma faculdade. Filha de comerciantes e estudante de escolas públicas durante todo o ensino fundamental e médio, ela viu no ProUni a possibilidade de conseguir uma bolsa de 50% na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo (RS). Os outros 50% foram financiados com auxílio do FIES.
A formatura está marcada para o próximo dia 20, após uma trajetória de jornadas exaustivas de trabalho, estudo, preconceito e até exclusão dos colegas, que faziam piadas da condição de bolsista. Em sua pesquisa de conclusão de curso, Rita abordou como tema “A Construção de Sentidos Sobre a Condução Coercitiva do Ex-Presidente Lula: análise das notícias em CUT-RS e Zero Hora”.
O trabalho ressalta a importância do jornalismo sindical como contraponto às notícias dadas pela grande imprensa. Para comemorar a formatura, a jovem enviou uma carta a Lula e fez o convite para ele participar de sua festa. O petista afirmou que não poderá estar presente, mas ligou para a universitária para agradecer e disse que deverá visitá-la em uma próxima viagem ao Sul.
Foto: Da esquerda para a direita: Rafaela Amaral, Matheus Alves, Rita Garrido e Émerson da Costa, todos bolsistas do ProUni
Leia a seguir a carta na íntegra.
Canoas, 28 de dezembro de 2016
Ao ex-presidente e companheiro Luiz Inácio Lula da Silva,
Me chamo Rita Correa Garrido, tenho 26 anos e estou a alguns dias de uma grande conquista. Em 2010, ingressei na Universidade do Vale do Rio dos Sinos, a Unisinos, em São Leopoldo-RS, para estudar jornalismo. Até poucos anos antes, sequer pensava em cursar o ensino superior, assim como milhares de estudantes Brasil a fora.

Filha de comerciantes, estudante de escolas públicas durante todo o ensino fundamental e médio, resolvi apostar no ProUni, que logo me propiciou uma bolsa de 50%. Peguei!

Durante seis anos, estudei em uma universidade particular tida como referência no Sul do país. Tive mudanças significativas na minha percepção de sociedade, principalmente na maneira como me incluo nela, e com isso, pude construir uma visão mais ampla, crítica e humana em relação ao mundo. Muito além de uma profissão, cresci como ser humano e me fortaleci como cidadã.


Também nestes anos, enfrentei jornadas exaustivas de trabalho, preconceito e exclusão. As jornadas, resolvi mais uma vez com os programas de inclusão. Solicitei o FIES e financiei os 50% pagos do curso, quase já no final da graduação. Ao preconceito e a exclusão, lutei, junto com inúmeros colegas, contra piadas do nível “bolsista também não ganha estojo com lápis, apontador e borracha” e gritos de “CALA BOCA, PROUNI”, durante uma ampla mobilização, em frente ao DCE da Universidade, contra o golpe dado na presidenta eleita Dilma Rousseff. 


Mesmo diante dos percalços, nunca omiti minha ideologia e meus posicionamentos políticos, que só se reforçaram com minha entrada no setor de comunicação do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, em maio de 2014. Aqui, mais uma vez, tive a oportunidade de ampliar visões e me aproximar de algo que julgo essencial no jornalismo: a comunicação popular voltada à classe trabalhadora. 


Frente à condução coercitiva, tentei levantar um grão de areia de clareza ao abordar o acontecimento em minha pesquisa de conclusão de curso, intitulada: A Construção de Sentidos Sobre a Condução Coercitiva do Ex-Presidente Lula: análise das notícias em CUT-RS e Zero Hora. Contrariando minhas expectativas, o trabalho foi muito bem recebido e avaliado pela banca de professores, rendendo-me o grau de Distinção (equivalente a notas entre 9 e 10) com direito a publicação na biblioteca da Universidade. 


A pesquisa segue, para que vejas o esforço feito dentro da academia para esclarecer fatos e lutar contra o monopólio da informação e a falta de democratização dos meios de comunicação. 


Também, e sendo este o principal motivo do meu contato, encaminho formalmente o convite da Cerimônia de Formatura, a ser realizada no dia 20 de janeiro de 2017, no auditório Pe. Werner da Unisinos São Leopoldo, a partir das 21h. Junto com os demais colegas do jornalismo, em grande parte bolsistas do ProUni e do Fies, comemorarei a conquista citada no início desta carta. A tua presença será uma honra para todos!


No sábado, dia 21 de janeiro, comemorarei de forma simples e informal com alguns poucos familiares, amigos e companheiros do Sindicato a formatura. O encontro será na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, a partir das 21h. Igualmente será uma honra tua presença nesta celebração.


Por fim, ainda incerta da presença, mas confiante no convite, agradeço-te desde já à oportunidade dada a milhões de estudantes em todo o país. O término de uma graduação não significa meramente a conquista de um canudo, mas também a conquista de dignidade, igualdade e oportunidades. Ainda que longe de atingir uma sociedade justa e igual para todos e todas, se faz necessário agradecer e reconhecer àqueles que, de alguma forma, acreditaram e investiram em um país melhor a partir da educação! Seguimos, mais do que nunca, nesta luta! Muito obrigada!
Atenciosa

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Aterro sanitário de Brasilia é inaugurado em Samambaia

Gov. Rollemberg chega para ver a primeira carga derramada no local fotos Nonato Borges 
Governador Rollemberg e autoridades inaugura aterro Sanitário Fotos Nonato Borges 
SAMIRA PÁDUA, DA AGÊNCIA BRASÍLIA
Projetado para comportar 8,13 milhões de toneladas de lixo, o Aterro Sanitário de Brasília, inaugurado nessa terça-feira (17) na DF-180, tem a construção dividida em quatro etapas. Apenas rejeitos serão depositados na área, e não haverá a presença de catadores, já que o material encaminhado para lá não é mais passível de reciclagem.
Apenas rejeitos serão depositados no Aterro Sanitário de Brasília, e não haverá a presença de catadores, já que o material encaminhado para lá não é mais passível de reciclagem. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília-17.1.2017
A área total é de 760 mil metros quadrados (m2), dos quais 320 mil são destinados a receber os rejeitos. A primeira etapa tem 110 mil me é fracionada em quatro células de aterramento. As obras das etapas seguintes serão feitas paralelamente ao início do funcionamento do local, de forma a evitar acúmulo de água da chuva, e consequentemente, de chorume. A célula que começou a receber rejeitos ontem conta com 44 mil m2.
Quando as carretas chegarem ao local, apenas motorista e veículo serão autorizados a seguir. Outras pessoas que porventura estiverem acompanhando devem aguardar em uma sala de espera. Duas balanças rodoviárias ficam instaladas perto da entrada para pesar os caminhões que chegam e saem do aterro.
Diferentemente do aterro controlado do Jóquei, na Estrutural, a disposição do lixo no Aterro Sanitário de Brasília é precedida por uma série de cuidados, que começa com drenos de captação de águas subterrâneas para evitar que esse tipo de líquido pressione o solo e provoque rupturas na estrutura.
O aterro tem 760 mil metros quadrados, sendo 320 mil destinados a receber rejeitos
Por cima dele, 1,5 metro de solo compactado e, em seguida, uma manta feita de polietileno de alta densidade. Texturizada nas duas faces e com espessura de dois milímetros, ela protege o solo e evita a contaminação do lençol freático. Acima da manta há uma cobertura de 50 centímetros de solo, que a protege de estragos, já que os caminhões que transportam os rejeitos passam por cima do material (veja arte abaixo).
Ao ser colocado no solo, o rejeito será espalhado e compactado com terra diariamente. A disposição do material ocorrerá de maneira a criar, com o tempo, camadas de diversas alturas em forma de trapézio, o que permitirá a estabilidade do aterro e o acesso para a abertura de novas frentes de serviço. Na medida em que os taludes forem formados, a estrutura receberá grama para sustentação.
Concomitantemente à colocação de rejeito no solo, são elevados dois tipos de drenos: um de captação de água pluvial e outro de chorume (líquido produzido pela decomposição da matéria orgânica dos rejeitos) e gás. A água pluvial captada no aterro é enviada a dois reservatórios destinados a isso e vai para o Rio Melchior. Já o chorume segue para outro reservatório voltado a esse fim e é enviado para tratamento na Estação de Tratamento de Esgoto Melchior, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), vizinha do aterro.
LE AGÊNCIA BRAS

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Fotos Nonato Borges
Apenas rejeitos serão depositados no Aterro Sanitário de Brasília, e não haverá a presença de catadores, já que o material encaminhado para lá não é mais passível de reciclagem. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília-17.1.2017
A área total é de 760 mil metros quadrados (m2), dos quais 320 mil são destinados a receber os rejeitos. A primeira etapa tem 110 mil me é fracionada em quatro células de aterramento. As obras das etapas seguintes serão feitas paralelamente ao início do funcionamento do local, de forma a evitar acúmulo de água da chuva, e consequentemente, de chorume. A célula que começou a receber rejeitos ontem conta com 44 mil m2.
Quando as carretas chegarem ao local, apenas motorista e veículo serão autorizados a seguir. Outras pessoas que porventura estiverem acompanhando devem aguardar em uma sala de espera. Duas balanças rodoviárias ficam instaladas perto da entrada para pesar os caminhões que chegam e saem do aterro.
Diferentemente do aterro controlado do Jóquei, na Estrutural, a disposição do lixo no Aterro Sanitário de Brasília é precedida por uma série de cuidados, que começa com drenos de captação de águas subterrâneas para evitar que esse tipo de líquido pressione o solo e provoque rupturas na estrutu