quinta-feira, 8 de setembro de 2016
20 anos de Corrupção no GDF afirma Luiz Estevão a Liliane Roriz
Em depoimento, José Carlos afirmou que o ex-governador teria comparecido à casa de João Alves, idealizador do esquema, acompanhado por alguns deputados, a fim de realizar acertos no orçamento da União. Roriz teve os sigilos bancário e fiscal quebrados. A investigação resultou na descoberta de dois depósitos suspeitos nas contas do político. À época, Joaquim Roriz declarou que o repasse de U$S 1,6 milhão era fruto de atividades empresariais e os U$S 150 mil decorriam da venda de 500 cabeças de gado. Outro ponto marcante das investigações concentrou-se na descoberta do depósito de valores para sete deputados distritais entre 1989 e 1992. De acordo com Roriz, as transações consistiam em empréstimos pessoais. Os repasses de U$S 7,6 mil foram realizados pelo então capataz de uma das fazendas do ex-governador, Valdivino Pinheiro. Como justificativa, o ex-político alegou que o homem tinha dinheiro em conta para administrar os negócios rurais.
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quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Ministério Público do DF Afasta toda Mesa Diretora da Casa CLDF
| Celina Leão |
| Raimundo Ribeiro |
| Cristiano Araujo |
![]() |
| Bispo Renato |
| Júlio César |
A crise na Câmara Legislativa do
Distrito Federal (CLDF) chegou ao momento mais crítico com a deflagração da
Operação Drácon, que apura suposta cobrança de propina sobre créditos
orçamentários no valor de R$ 30 milhões para o pagamento de dívidas de UTI. A
Justiça tomou uma decisão inédita na história do DF de afastar a presidente da
CLDF, Celina Leão (PPS), e de toda a Mesa Diretora da Casa, que incluía os
deputados Raimundo Ribeiro (PPS), Bispo Renato (PR) e Júlio César (PRB). Foram
emitidos 14 mandados de busca e apreensão, oito de condução coercitiva e os
quatro pedidos de afastamentos cautelares que retiram os parlamentares dos
cargos na Mesa.
Celina fica afastada da Presidência da Câmara até o fim das investigações. A decisão pelos afastamentos cautelares veio no último domingo, tomada pelo desembargador Humberto Adjuto Ulhôa, vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). O processo, agora, será designado a um relator, que vai conduzi-lo até o fim. Todos os cinco parlamentares prestaram depoimento na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap). Eles não estão impedidos de exercer os mandatos. Além deles, os ex-servidores da CLDF Alexandre Braga Cerqueira e Valério Neves Campos, bem como o ex-presidente do Fundo de Saúde do DF Ricardo Cardoso dos Santos são investigados — esse último não prestou depoimento porque estava em São Paulo. Os deputados depuseram pela manhã, mas não falaram com a reportagem.
Em coletiva, o promotor do MPDFT Clayton da Silva Germano afirmou que o vazamento dos áudios feitos pela deputada Liliane Roriz (PTB) na última semana adiantou a operação. “Ela veio ao conhecimento público antes do momento em que nós julgávamos oportuno. As investigações estão em curso e são sigilosas”, frisou, negando que tenha havido vazamento da ação. De acordo com Germano, a decisão do afastamento cautelar dos distritais ocorreu por causa da imputação da prática de crime à Mesa Diretora. “No entender do Ministério Público, a presença dessas pessoas poderia comprometer os trabalhos da Câmara e as investigações”, explicou.
Os promotores informaram que somente após a análise de todo o material apreendido — só de malotes foram 14, de acordo com a Polícia Civil — poderão ser traçados os direcionamentos das investigações. A operação também apreendeu R$ 16 mil, entre dinheiro em espécie e joias, mas os promotores não disseram de que local o valor veio. No total, 18 promotores atuam no caso. Nenhum dos mandados de condução coercitiva precisou ser cumprido, pois todos os envolvidos se apresentaram para depor na Decap.
Chaveiro
Os policiais civis e representantes do MPDFT chegaram às 6h10 na Câmara Legislativa para cumprir os 14 mandados de busca e apreensão acompanhados de um chaveiro. Ele abriu as portas dos gabinetes dos deputados — as fechaduras teriam sido trocadas no início desta semana pela Presidência da Casa. A Decap mobilizou 74 agentes para a operação. Eles reviraram gavetas das salas e saíram da Câmara com malotes, caixas com documentos e computadores. “É uma faxina na política do DF. Estamos construindo essa parceria com o Ministério Público e com o Poder Judiciário porque não podemos mais permitir a falência do Estado com condutas não republicanas. Enquanto poucas pessoas estão enriquecendo, muitas outras morrem”, comentou o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba.
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Liliane Roriz é um furacão na Câmara Legislativa DF

A denúncia de Liliane Roriz (PTB) envolve um quarto da Câmara Legislativa. São citados distritais da Mesa Diretora e integrantes da CPI da Saúde em um esquema de cobrança de propina sobre créditos orçamentário no valor de R$ 31 milhões usados para quitação de dívidas com empresários do ramo de UTI.
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A presidente afastada da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS), e os deputados Cristiano Araújo (PSD), Raimundo Ribeiro (PPS), Bispo Renato (PR) e Júlio César (PRB) prestaram depoimento na manhã desta segunda-feira (23/8), na Delegacia de Combate aos Crimes contra a Administração Pública (Decap).
As oitivas, que envolvem, ainda, funcionários da Câmara, fazem parte dos trabalhos da Operação Dracón, da Polícia Civil e do Ministério Público do Distrito Federal e territórios (MPDFT). Agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão na Casa e na residência dos parlamentares.
Peças mexidas
O escândalo político trouxe novos protagonistas ao centro do poder. Juarezão (PSB) — eleito vice-presidente no lugar de Liliane —, Agaciel Maia (PTC), Lira (PHS), Rodrigo Delmasso (PTN), como secretários suplentes da Mesa Diretora. Delmasso agora é líder do governo na Câmara no luar de Júlio César (PRB), que renunciou ao posto para cuidar de sua defesa.
Cristiano Araújo (PSD) é citado como articulador do esquema. Segundo Liliane, ele conseguiu o “negócio” das UTIs. Raimundo Ribeiro (PPS), Bispo Renato Andrade (PR) e Júlio César (PRB), além de Celina e Liliane, seriam os beneficiários da operação fraudulenta.
Vejam quem é quem na negociata.
Os distritais investigados
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As oitivas, que envolvem, ainda, funcionários da Câmara, fazem parte dos trabalhos da Operação Dracón, da Polícia Civil e do Ministério Público do Distrito Federal e territórios (MPDFT). Agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão na Casa e na residência dos parlamentares.
Peças mexidas
O escândalo político trouxe novos protagonistas ao centro do poder. Juarezão (PSB) — eleito vice-presidente no lugar de Liliane —, Agaciel Maia (PTC), Lira (PHS), Rodrigo Delmasso (PTN), como secretários suplentes da Mesa Diretora. Delmasso agora é líder do governo na Câmara no luar de Júlio César (PRB), que renunciou ao posto para cuidar de sua defesa.
Cristiano Araújo (PSD) é citado como articulador do esquema. Segundo Liliane, ele conseguiu o “negócio” das UTIs. Raimundo Ribeiro (PPS), Bispo Renato Andrade (PR) e Júlio César (PRB), além de Celina e Liliane, seriam os beneficiários da operação fraudulenta.
Vejam quem é quem na negociata.
Os distritais investigados
Júlio César (PRB) - 2° Secretário
Ex-secretário de Esporte do GDF, Júlio César, 41 anos, foi calouro em eleições em 2014 e se tornou líder do governo na Câmara — entregou o cargo depois do escândalo de corrupção. Foi o mais votado com 29.384 votos. Ex-empresário do ramo de segurança patrimonial em São Paulo, mudou-se para Brasília em 2011, a pedido do partido, para assumir a secretaria-adjunta de Esporte. Evangélico há 24 anos, casado há 21 e membro da Igreja Universal do Reino de Deus, Júlio deveu boa parte de seu sucesso eleitoral à dobradinha feita com deputado federal Vítor Paulo, eleito deputado federal pelo RJ em 2010.
Ex-secretário de Esporte do GDF, Júlio César, 41 anos, foi calouro em eleições em 2014 e se tornou líder do governo na Câmara — entregou o cargo depois do escândalo de corrupção. Foi o mais votado com 29.384 votos. Ex-empresário do ramo de segurança patrimonial em São Paulo, mudou-se para Brasília em 2011, a pedido do partido, para assumir a secretaria-adjunta de Esporte. Evangélico há 24 anos, casado há 21 e membro da Igreja Universal do Reino de Deus, Júlio deveu boa parte de seu sucesso eleitoral à dobradinha feita com deputado federal Vítor Paulo, eleito deputado federal pelo RJ em 2010.
Liliane Roriz (PTB) - Vice-presidente da Mesa Diretora
Filha caçula de Joaquim Roriz, governador do Distrito Federal quatro vezes. É irmã de (Jaqueline Roriz), política do PMN que apareceu em vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do Mensalão do DEM no Distrito Federal. Liliane foi eleita deputada distrital pela primeira vez em 2010. Em 2014 foi a 11ª distrital mais votada com 16.745 votos. Apesar de ser entendida como herdeira política do pai, Liliane vem mantendo uma postura independente. Já declarou, por exemplo, ser a favor do financiamento público de campanhas como medida de evitar a corrupção. Elaé ex-vice-presidente da Câmara, sofre três processos por quebra de decoro parlamentar e pode ter o mandato cassado pelo TJDFT.
Filha caçula de Joaquim Roriz, governador do Distrito Federal quatro vezes. É irmã de (Jaqueline Roriz), política do PMN que apareceu em vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do Mensalão do DEM no Distrito Federal. Liliane foi eleita deputada distrital pela primeira vez em 2010. Em 2014 foi a 11ª distrital mais votada com 16.745 votos. Apesar de ser entendida como herdeira política do pai, Liliane vem mantendo uma postura independente. Já declarou, por exemplo, ser a favor do financiamento público de campanhas como medida de evitar a corrupção. Elaé ex-vice-presidente da Câmara, sofre três processos por quebra de decoro parlamentar e pode ter o mandato cassado pelo TJDFT.
Cristiano Araújo (PSD) - Integrante da CPI da Saúde
Nascido em Brasília e com apenas 33 anos, Cristiano está no seu terceiro mandato. Eleito pela primeira vez em 2006, sendo reeleito em 2010. Cristiano é herdeiro da Vipasa, empresa especializada em vigilância patrimonial armada. Em sua carreira política, Cristiano já se envolveu em alguns escândalos, como a acusação de que a empresa de sua família teria incluído, sem necessidade, na planilha de custos do contrato com o GDF, valores de alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Cristiano também foi investigado pela Polícia Civil em um suposto esquema de concessão fraudulenta de bolsas da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF), com evidências da participação do distrital na contratação de pessoas sem qualquer qualificação para receberem bolsas de pesquisa de até R$ 4 mil, em desrespeito aos critérios do edital. O Ministério Público do Distrito Federal denunciou o deputado distrital Cristiano Araújo (PTB) por fraude à Lei de Licitações e imputou o crime nove vezes ao deputado. Em 2014, recebeu 14.657 votos (15º colocado).
Nascido em Brasília e com apenas 33 anos, Cristiano está no seu terceiro mandato. Eleito pela primeira vez em 2006, sendo reeleito em 2010. Cristiano é herdeiro da Vipasa, empresa especializada em vigilância patrimonial armada. Em sua carreira política, Cristiano já se envolveu em alguns escândalos, como a acusação de que a empresa de sua família teria incluído, sem necessidade, na planilha de custos do contrato com o GDF, valores de alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Cristiano também foi investigado pela Polícia Civil em um suposto esquema de concessão fraudulenta de bolsas da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF), com evidências da participação do distrital na contratação de pessoas sem qualquer qualificação para receberem bolsas de pesquisa de até R$ 4 mil, em desrespeito aos critérios do edital. O Ministério Público do Distrito Federal denunciou o deputado distrital Cristiano Araújo (PTB) por fraude à Lei de Licitações e imputou o crime nove vezes ao deputado. Em 2014, recebeu 14.657 votos (15º colocado).

Bispo Renato (PR) - 3º Secretário e integrante da CPI da Saúde
Renato Andrade, fundador da Igreja Episcopal Apocalipse e presidente da Federação Nacional de Igrejas Cristãs (Fenaic), atuou na Secretaria de Trabalho do governo Agnelo Queiroz (PT) e se manteve no GDF mesmo após o anúncio da filiação de José Roberto Arruda ao PR. O Pastor afirma que a política é um instrumento de deus para chegar às pessoas. Em 2014, recebeu 14.216 votos (17º colocado).
Renato Andrade, fundador da Igreja Episcopal Apocalipse e presidente da Federação Nacional de Igrejas Cristãs (Fenaic), atuou na Secretaria de Trabalho do governo Agnelo Queiroz (PT) e se manteve no GDF mesmo após o anúncio da filiação de José Roberto Arruda ao PR. O Pastor afirma que a política é um instrumento de deus para chegar às pessoas. Em 2014, recebeu 14.216 votos (17º colocado).
Celina Leão (PPS) - Presidente da Mesa Diretora
Celina Leão foi secretária da Juventude do DF em 2006, no governo Joaquim Roriz. Em 2010 elegeu-se deputada distrital pelo PMN, depois, migrou para o PSD a pedido de Rogério Rosso e hoje está no PPS. Em seu mandato, Celina fez forte combate ao governo de Agnelo Queiroz. A deputada e membros da família Roriz, da qual é muito próxima, foram citadas pelo Mp por montarem uma organização que desviava dinheiro público e fraudava contratações de obras vinculadas à Administração Regional de Samambaia. Na época, ela era assessora parlamentar de Jacqueline Roriz. Em 2014, recebeu 12.670 votos (18º colocado).
Celina Leão foi secretária da Juventude do DF em 2006, no governo Joaquim Roriz. Em 2010 elegeu-se deputada distrital pelo PMN, depois, migrou para o PSD a pedido de Rogério Rosso e hoje está no PPS. Em seu mandato, Celina fez forte combate ao governo de Agnelo Queiroz. A deputada e membros da família Roriz, da qual é muito próxima, foram citadas pelo Mp por montarem uma organização que desviava dinheiro público e fraudava contratações de obras vinculadas à Administração Regional de Samambaia. Na época, ela era assessora parlamentar de Jacqueline Roriz. Em 2014, recebeu 12.670 votos (18º colocado).
Raimundo Ribeiro (PPS) - 1° Secretário
Sua participação no Serviço Público teve começo no Ministério da Educação e Cultura (MEC) onde foi Presidente da Associação dos Funcionários. Foi nomeado, em 2000, gerente regional do patrimônio da União, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 2006, foi eleito deputado distrital, concorrendo na mesma chapa que elegeu José Roberto Arruda ao governo do Distrito Federal. Em 2007, assumiu a recém-criada pasta da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Distrito Federal, cargo que exerceu por 18 meses. Em 2010 disputou as eleições para o cargo de deputado distrital, sendo eleito suplente. Em 2011, retornou ao seu órgão de origem, Advocacia Geral da União (AGU). Em 2014, recebeu 10.026 votos (23º colocado).
Sua participação no Serviço Público teve começo no Ministério da Educação e Cultura (MEC) onde foi Presidente da Associação dos Funcionários. Foi nomeado, em 2000, gerente regional do patrimônio da União, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 2006, foi eleito deputado distrital, concorrendo na mesma chapa que elegeu José Roberto Arruda ao governo do Distrito Federal. Em 2007, assumiu a recém-criada pasta da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Distrito Federal, cargo que exerceu por 18 meses. Em 2010 disputou as eleições para o cargo de deputado distrital, sendo eleito suplente. Em 2011, retornou ao seu órgão de origem, Advocacia Geral da União (AGU). Em 2014, recebeu 10.026 votos (23º colocado).
Os servidores inve
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal Afasta toda Mesa Diretora da Câmara Legislativa DF
Operação
derruba Mesa Diretora e CPI da Saúde: veja quem é quem
São citados distritais da Mesa
Diretora e integrantes da CPI da Saúde em um esquema de cobrança de propina
sobre créditos orçamentário no valor de R$ 31 milhões
postado em 23/08/2016 16:02 / atualizado em 23/08/2016 17:34
Otávio Augusto , Luiz
Calcagno
Raimundo Ribeiro deixa a delegacia após condução
coercitiva
A denúncia de Liliane Roriz (PTB)
envolve um quarto da Câmara Legislativa. São citados distritais da Mesa
Diretora e integrantes da CPI da Saúde em um esquema de cobrança de propina
sobre créditos orçamentário no valor de R$ 31 milhões usados para quitação de
dívidas com empresários do ramo de UTI.
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A presidente afastada da Câmara
Legislativa, Celina Leão (PPS), e os deputados Cristiano Araújo (PSD), Raimundo
Ribeiro (PPS), Bispo Renato (PR) e Júlio César (PRB) prestaram depoimento na
manhã desta segunda-feira (23/8), na Delegacia de Combate aos Crimes contra a
Administração Pública (Decap).
As oitivas, que envolvem, ainda, funcionários da Câmara, fazem parte dos trabalhos da Operação Dracón, da Polícia Civil e do Ministério Público do Distrito Federal e territórios (MPDFT). Agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão na Casa e na residência dos parlamentares.
Peças mexidas
O escândalo político trouxe novos protagonistas ao centro do poder. Juarezão (PSB) — eleito vice-presidente no lugar de Liliane —, Agaciel Maia (PTC), Lira (PHS), Rodrigo Delmasso (PTN), como secretários suplentes da Mesa Diretora. Delmasso agora é líder do governo na Câmara no luar de Júlio César (PRB), que renunciou ao posto para cuidar de sua defesa.
Cristiano Araújo (PSD) é citado como articulador do esquema. Segundo Liliane, ele conseguiu o “negócio” das UTIs. Raimundo Ribeiro (PPS), Bispo Renato Andrade (PR) e Júlio César (PRB), além de Celina e Liliane, seriam os beneficiários da operação fraudulenta.
Vejam quem é quem na negociata.
Os distritais investigados
As oitivas, que envolvem, ainda, funcionários da Câmara, fazem parte dos trabalhos da Operação Dracón, da Polícia Civil e do Ministério Público do Distrito Federal e territórios (MPDFT). Agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão na Casa e na residência dos parlamentares.
Peças mexidas
O escândalo político trouxe novos protagonistas ao centro do poder. Juarezão (PSB) — eleito vice-presidente no lugar de Liliane —, Agaciel Maia (PTC), Lira (PHS), Rodrigo Delmasso (PTN), como secretários suplentes da Mesa Diretora. Delmasso agora é líder do governo na Câmara no luar de Júlio César (PRB), que renunciou ao posto para cuidar de sua defesa.
Cristiano Araújo (PSD) é citado como articulador do esquema. Segundo Liliane, ele conseguiu o “negócio” das UTIs. Raimundo Ribeiro (PPS), Bispo Renato Andrade (PR) e Júlio César (PRB), além de Celina e Liliane, seriam os beneficiários da operação fraudulenta.
Vejam quem é quem na negociata.
Os distritais investigados

Júlio César (PRB) - 2° Secretário
Ex-secretário de Esporte do GDF, Júlio César, 41 anos, foi calouro em eleições em 2014 e se tornou líder do governo na Câmara — entregou o cargo depois do escândalo de corrupção. Foi o mais votado com 29.384 votos. Ex-empresário do ramo de segurança patrimonial em São Paulo, mudou-se para Brasília em 2011, a pedido do partido, para assumir a secretaria-adjunta de Esporte. Evangélico há 24 anos, casado há 21 e membro da Igreja Universal do Reino de Deus, Júlio deveu boa parte de seu sucesso eleitoral à dobradinha feita com deputado federal Vítor Paulo, eleito deputado federal pelo RJ em 2010.
Ex-secretário de Esporte do GDF, Júlio César, 41 anos, foi calouro em eleições em 2014 e se tornou líder do governo na Câmara — entregou o cargo depois do escândalo de corrupção. Foi o mais votado com 29.384 votos. Ex-empresário do ramo de segurança patrimonial em São Paulo, mudou-se para Brasília em 2011, a pedido do partido, para assumir a secretaria-adjunta de Esporte. Evangélico há 24 anos, casado há 21 e membro da Igreja Universal do Reino de Deus, Júlio deveu boa parte de seu sucesso eleitoral à dobradinha feita com deputado federal Vítor Paulo, eleito deputado federal pelo RJ em 2010.

Liliane Roriz (PTB) - Vice-presidente
da Mesa Diretora
Filha caçula de Joaquim Roriz, governador do Distrito Federal quatro vezes. É irmã de (Jaqueline Roriz), política do PMN que apareceu em vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do Mensalão do DEM no Distrito Federal. Liliane foi eleita deputada distrital pela primeira vez em 2010. Em 2014 foi a 11ª distrital mais votada com 16.745 votos. Apesar de ser entendida como herdeira política do pai, Liliane vem mantendo uma postura independente. Já declarou, por exemplo, ser a favor do financiamento público de campanhas como medida de evitar a corrupção. Elaé ex-vice-presidente da Câmara, sofre três processos por quebra de decoro parlamentar e pode ter o mandato cassado pelo TJDFT.
Filha caçula de Joaquim Roriz, governador do Distrito Federal quatro vezes. É irmã de (Jaqueline Roriz), política do PMN que apareceu em vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do Mensalão do DEM no Distrito Federal. Liliane foi eleita deputada distrital pela primeira vez em 2010. Em 2014 foi a 11ª distrital mais votada com 16.745 votos. Apesar de ser entendida como herdeira política do pai, Liliane vem mantendo uma postura independente. Já declarou, por exemplo, ser a favor do financiamento público de campanhas como medida de evitar a corrupção. Elaé ex-vice-presidente da Câmara, sofre três processos por quebra de decoro parlamentar e pode ter o mandato cassado pelo TJDFT.

Cristiano Araújo (PSD) -
Integrante da CPI da Saúde
Nascido em Brasília e com apenas 33 anos, Cristiano está no seu terceiro mandato. Eleito pela primeira vez em 2006, sendo reeleito em 2010. Cristiano é herdeiro da Vipasa, empresa especializada em vigilância patrimonial armada. Em sua carreira política, Cristiano já se envolveu em alguns escândalos, como a acusação de que a empresa de sua família teria incluído, sem necessidade, na planilha de custos do contrato com o GDF, valores de alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Cristiano também foi investigado pela Polícia Civil em um suposto esquema de concessão fraudulenta de bolsas da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF), com evidências da participação do distrital na contratação de pessoas sem qualquer qualificação para receberem bolsas de pesquisa de até R$ 4 mil, em desrespeito aos critérios do edital. O Ministério Público do Distrito Federal denunciou o deputado distrital Cristiano Araújo (PTB) por fraude à Lei de Licitações e imputou o crime nove vezes ao deputado. Em 2014, recebeu 14.657 votos (15º colocado).
Nascido em Brasília e com apenas 33 anos, Cristiano está no seu terceiro mandato. Eleito pela primeira vez em 2006, sendo reeleito em 2010. Cristiano é herdeiro da Vipasa, empresa especializada em vigilância patrimonial armada. Em sua carreira política, Cristiano já se envolveu em alguns escândalos, como a acusação de que a empresa de sua família teria incluído, sem necessidade, na planilha de custos do contrato com o GDF, valores de alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Cristiano também foi investigado pela Polícia Civil em um suposto esquema de concessão fraudulenta de bolsas da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF), com evidências da participação do distrital na contratação de pessoas sem qualquer qualificação para receberem bolsas de pesquisa de até R$ 4 mil, em desrespeito aos critérios do edital. O Ministério Público do Distrito Federal denunciou o deputado distrital Cristiano Araújo (PTB) por fraude à Lei de Licitações e imputou o crime nove vezes ao deputado. Em 2014, recebeu 14.657 votos (15º colocado).

Bispo Renato (PR) - 3º Secretário e
integrante da CPI da Saúde
Renato Andrade, fundador da Igreja Episcopal Apocalipse e presidente da Federação Nacional de Igrejas Cristãs (Fenaic), atuou na Secretaria de Trabalho do governo Agnelo Queiroz (PT) e se manteve no GDF mesmo após o anúncio da filiação de José Roberto Arruda ao PR. O Pastor afirma que a política é um instrumento de deus para chegar às pessoas. Em 2014, recebeu 14.216 votos (17º colocado).
Renato Andrade, fundador da Igreja Episcopal Apocalipse e presidente da Federação Nacional de Igrejas Cristãs (Fenaic), atuou na Secretaria de Trabalho do governo Agnelo Queiroz (PT) e se manteve no GDF mesmo após o anúncio da filiação de José Roberto Arruda ao PR. O Pastor afirma que a política é um instrumento de deus para chegar às pessoas. Em 2014, recebeu 14.216 votos (17º colocado).

Celina Leão (PPS) - Presidente da
Mesa Diretora
Celina Leão foi secretária da Juventude do DF em 2006, no governo Joaquim Roriz. Em 2010 elegeu-se deputada distrital pelo PMN, depois, migrou para o PSD a pedido de Rogério Rosso e hoje está no PPS. Em seu mandato, Celina fez forte combate ao governo de Agnelo Queiroz. A deputada e membros da família Roriz, da qual é muito próxima, foram citadas pelo Mp por montarem uma organização que desviava dinheiro público e fraudava contratações de obras vinculadas à Administração Regional de Samambaia. Na época, ela era assessora parlamentar de Jacqueline Roriz. Em 2014, recebeu 12.670 votos (18º colocado).
Celina Leão foi secretária da Juventude do DF em 2006, no governo Joaquim Roriz. Em 2010 elegeu-se deputada distrital pelo PMN, depois, migrou para o PSD a pedido de Rogério Rosso e hoje está no PPS. Em seu mandato, Celina fez forte combate ao governo de Agnelo Queiroz. A deputada e membros da família Roriz, da qual é muito próxima, foram citadas pelo Mp por montarem uma organização que desviava dinheiro público e fraudava contratações de obras vinculadas à Administração Regional de Samambaia. Na época, ela era assessora parlamentar de Jacqueline Roriz. Em 2014, recebeu 12.670 votos (18º colocado).

Raimundo Ribeiro (PPS) - 1°
Secretário
Sua participação no Serviço Público teve começo no Ministério da Educação e Cultura (MEC) onde foi Presidente da Associação dos Funcionários. Foi nomeado, em 2000, gerente regional do patrimônio da União, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 2006, foi eleito deputado distrital, concorrendo na mesma chapa que elegeu José Roberto Arruda ao governo do Distrito Federal. Em 2007, assumiu a recém-criada pasta da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Distrito Federal, cargo que exerceu por 18 meses. Em 2010 disputou as eleições para o cargo de deputado distrital, sendo eleito suplente. Em 2011, retornou ao seu órgão de origem, Advocacia Geral da União (AGU). Em 2014, recebeu 10.026 votos (23º colocado).
Sua participação no Serviço Público teve começo no Ministério da Educação e Cultura (MEC) onde foi Presidente da Associação dos Funcionários. Foi nomeado, em 2000, gerente regional do patrimônio da União, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 2006, foi eleito deputado distrital, concorrendo na mesma chapa que elegeu José Roberto Arruda ao governo do Distrito Federal. Em 2007, assumiu a recém-criada pasta da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Distrito Federal, cargo que exerceu por 18 meses. Em 2010 disputou as eleições para o cargo de deputado distrital, sendo eleito suplente. Em 2011, retornou ao seu órgão de origem, Advocacia Geral da União (AGU). Em 2014, recebeu 10.026 votos (23º colocado).
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
Liliane Roriz Denuncia Esquema de Proprina na CLDF
Liliane Roriz denuncia esquema de propina liderado por Celina Leão e entrega gravações ao MP
A deputada distrital Liliane Roriz (PTB) gravou conversas com a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS), em que a chefe do Legislativo teria tratado sobre um suposto esquema de cobrança de propina. Celina Leão e um grupo de distritais da Mesa Diretora teriam exigido dinheiro de empresários para liberar recursos para o pagamento de dívidas de hospitais. A denúncia foi revelada pelo jornal O Globo na tarde desta quarta-feira. O caso é investigado pelo Ministério Público do DF.
No áudio, Celina conversa com Liliane sobre a liberação de R$ 30 milhões. Os recursos haviam sobrado do orçamento da Câmara Legislativa e poderiam ser realocados por decisão do comando da Casa. Inicialmente, a bolada seria remanejada para pagar reformas de escolas públicas. Mas, segundo a denúncia de Liliane, o empresário abordado não aceitou pagar propina. Diante da negativa, deputados teriam buscado outros setores. Segundo a presidente da Câmara, os colegas teriam conseguido “com um cara” que iria ajudar. “Se vai ajudar tem que ajudar todo mundo”, afirmou Celina a Liliane. “Você não tá fora do projeto, não. Você tá no projeto. Mandei o Valério já falar com você”. A chefe do Executivo faz menção a Valério Neves, ex-secretário-geral da Câmara Legislativa, que foi preso na Operação Lava Jato acusado de ser operador do ex-senador Gim Argello.
Em outra conversa, de Liliane com Valério, o então secretário-geral da Câmara Legislativa diz que o distrital Cristiano Araújo (PSD) conseguiu o “negócio” das UTIs. Segundo Valério, o “negócio” de Cristiano poderia render “no mínimo 5% e no máximo 10, em torno de 7%”. “Quem sabe disso são só os cinco membros da Mesa e o Cristiano”, acrescenta Valério. Fazem parte da Mesa Diretora Bispo Renato Andrade (PR), Júlio César (PRB), Raimundo Ribeiro (PPS) e Celina Leão. Liliane renunciou à vice-presidência ontem.
O Ministério Público do Distrito Federal informou que foi aberto um procedimento investigativo na esfera criminal para apurar as denúncias apresentadas por Liliane Roriz. Também há apurações em curso para verificar se houve improbidade administrativa.
C
terça-feira, 9 de agosto de 2016
O ex Senador Luiz Estevão é acusado de Reformas na Papuda
Condenado a 26 anos de prisão pelos desvios
de recursos públicos do TRT de São Paulo, o empresário Luiz Estevão pagou pela
reforma do bloco 5 do Centro de Detenção Provisória (CPD) do Complexo
Penitenciário da Papuda, em que cunpre a pena.
É o que aponta ação de improbidade administrativa, ajuizada pelo
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), na última
sexta-feira (05), à qual o Correio teve acesso. Na ação, revelada na edição
desta semana da revista Veja, Luiz Estevão é comparado ao traficante Pablo
Escobar que construiu um presídio em Medellín, o La Catedral, com luxos que
nenhuma prisão do mundo tem.
A história foi bem retratada recentemente na série Narcos, que
tem Wagner Moura como protagonista. Escobar comandava os negócios de dentro da
prisão e recebia as visitas que queria e quando desejava.
No caso do CDP, Estevão providenciou regalias que os detentos de
alas próximas não podem sonhar. As celas são maiores, com vasos sanitários,
chuveiro elétrico, televisão com tela plana, antena parabólica e ventilador de
teto. Estevão cumpre pena numa ala especial, com dois condenados do mensalão,
Ramon Rollerbach e Henrique Pizzolato.
No prédio, estão localizadas as alas de vulneráveis, de
ex-policiais e de presos federais.
O delegado Anderson Espíndola, atual Subsecretário do Sistema
Penitenciário (Sesipe), diz que, se Luiz Estevão pagou pela reforma do bloco
onde cumpre pena, alguém deverá ser responsabilizado. “Se houve, não tenho
conhecimento. Ocorreu na gestão passada”, afirma.
Espíndola, no entanto, garante que os presos do bloco 5 não têm
regalias em relação aos demais. “A diferença ê que os vulneráveis e
ex-policiais estão num bloco novo, enquanto outros cumprem pena en blocos mais
antigos, da década de 1960”, diz. “Essa diferença não é novidade para o
Ministério Público do DF. Os benefícios que eles têm estão enquadrados dentro
do que a Lei de Execuções Penais preconiza”, acrescenta. A Justiça também
acompanha a execução das penas, ressalta o subsecretário.
Confirmação em depoimento
O maior problema, no entanto, é como a reforma ocorreu. Em
investigação do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional, os
promotores estranharam a diferença de tratamento nos blocos.
Não há nenhum registro oficial da obra, que levou mais de seis
meses e implicou a mudança de todo o arquivo do sistema prisional do DF.
Em depoimento ao Ministério Público, o ex-senador Luiz Estevão
confirmou ter promovido a reforma. Ele disse que atendeu ao pedido do
ex-ministro de Justiça Márcio Thomaz Bastos, que morreu em 2014. Segundo o
depoimento, ele estava preocupado com o destino dos seus clientes do
Mensalão.
Na opinião do Ministério Público, a forma como foi realizada a
obra teve o intuito deliberado de ocultar seus verdadeiros propósitos.
Após diversas diligências, foi possível ouvir profissionais que
trabalharam no local e demais envolvidos, além de terem sido obtidas notas
fiscais comprobatórias dos materiais empregados na reforma do bloco 5 do CDP e
na construção de um galpão para abrigar os arquivos do complexo.
A arquiteta responsável pela obra, Debora Lima, é funcionária do
Grupo Ok.
Para evitar o rastreamento dos responsáveis pela obra, Estevão
teria usado uma empresa fantasma.
As investigações comprovaram que Estevão usou uma sociedade empresarial
sem sede própria ou funcionários, com endereço falso, para executar a obra.
Segundo investigação do MPDFT, essa manobra tentou evitar
qualquer associação ao ex-senador.
Por isso, foi contratada a empresa SR2 em regime de empreitada:
a mão de obra e ao menos grande parte do material foi adquirido pela empresa
para subsequente pagamento do Grupo OK.
As informações foram confirmadas ao Ministério Público por
pedreiros e pelo mestre de obras que trabalharam no local.
O MPDFT ajuizou ação de improbidade administrativa – desrespeito
aos princípios da Administração Pública como impessoalidade, moralidade e
publicidade – contra o ex-senador Luiz Estevão e a cúpula do sistema prisional
do DF à época: o então subsecretário do Sistema Penitenciário (Sesipe), Cláudio
de Moura Magalhães; o coordenador-geral da Sesipe, João Helder Ramos Feitosa; e
o diretor do CDP, Murilo José Juliano da Cunha.
Na ação, há o pedido de liminar de indisponibilidade dos bens
dos réus. Estevão já está com os bens bloqueados por força de decisão no
processo do TRT de Sáo Paulo.
Além disso, o Ministério Público pede a sanção máxima prevista
no artigo 12 da Lei 8.429/92, que prevê a perda da função pública, a suspensão
dos direitos políticos, o pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da
remuneração do agente e a proibição de contratar com o Poder Público ou receber
benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. Há ainda o pedido de dano
moral coletivo.
Cláudio Magalhães, João Feitosa e Murilo José Juliano da Cunha
são delegados da Polícia Civil do DF e estavam designados no governo anterior
para trabalhar no sistema prisional. Eles não foram localizados para comentar a
acusação.
Magalhães e Murilo Cunha já respondem a uma outra ação de
improbidade envolvendo a prisão anterior de Estevão. Eles teriam liberado a
saída do empresário da Papuda, para passar o fim de semana em casa, em dezembro
de 2014, sem autorização da Justiça.
Murilo Cunha está aposentado. Magalhães é hoje o chefe da
assessoria jurídica da direção-geral da Polícia Civil. Feitosa está lotafo no
plantão da 10ª DP, no Lago Sul.
Procurado pelo Correio, o advogado Marcelo Bessa, que representa
Luiz Estevão, nào quis comentar o caso.
Na ação, o MPDFT incluiu fotos que mostram a diferença nas alas:
domingo, 31 de julho de 2016
Nesta madrugada de Domingo em Samambaia Capotamento mata duas Mulheres
Duas mulheres morreram e outras duas
ficaram feridas depois que o carro em que elas estavam capotou. O acidente foi
na madrugada deste domingo (31/7), entre 4h40 e 5h, na QR 409 de Samambaia. O
veículo, um Chevrolet Prisma de cor prata, capotou no canteiro central de uma
avenida próxima ao Parque Três Meninas. As vítimas ainda não foram
identificadas.
Uma passageiras que sobreviveu ao acidente foi transportada de helicóptero para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Ela teve traumatismo craniano e o estado dela é grave. A outra mulher foi levada pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu). As vítimas fatais morreram no local.
Tags: capotamento morte trânsito acidente
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