segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

21 Ônibus depredadas de Três Empresas no DF

 Se os empresários não botasse transporte para eles voltarem para suas casas, ai sim poderia te motivos  para tanto vandalismo.

                Foram sete ônibus depredados da Pioneira, seis da Urbi e oito da Marecha. A Piracicabana ainda não divulgou o balanço do prejuízo. Essas situações aconteceram em diversos pontos da cidade, como na Rodoviária do Plano Piloto, Santa Maria, Gama e Samambaia. As empresas registraram boletim de ocorrência. Foram sete ônibus depredados da Pioneira, seis da Urbi e oito da Marecha. A Piracicabana ainda não divulgou o balanço do prejuízo. Essas situações aconteceram em diversos pontos da cidade, como na Rodoviária do Plano Piloto, Santa Maria, Gama e Samambaia.  
Três empresas de transporte coletivo do DF tiveram 21 ônibus depredados desde o sábado de carnaval (25/2). De acordo com a assessoria das companhias, usuários teriam arrancado os assentos e atiram pedras nos vidros dos coletivos. Em uma dessas ocasiões, estilhaços atingiram o motorista do veículo que teve que ser levado para o Hospital de Base (HBDF).

As empresas registraram boletim de ocorrência. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Minha Casa minha Vida no Paranoá Justiça e Policia Militar retira Invasores

Seis apartamentos ocupados irregularmente no Residencial Paranoá Parque foram retomados pelo governo de Brasília, em operação nesta terça-feira (7), para serem entregues aos devidos proprietários. Em apenas um deles, uma família teve de ser retirada. Um segundo imóvel tinha mobília, mas sem moradores. Os outros já estavam vazios quando os oficiais de Justiça, com o apoio da Polícia Militar, chegaram ao local.
A catadora Geni Silva, de 30 anos, pode entrar no imóvel que estava ocupado por invasores. Foto: Tony Winston/Agência Brasília
As seis residências estavam destinadas a famílias que aguardavam em uma lista da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF(Codhab). “Uma vez que os apartamentos são direcionados para os moradores, nós os verificamos. Nisso, descobrimos que eles estavam invadidos”, explicou Mayro Molina, assessor técnico e fiscal da empresa pública.
Foi o que ocorreu com Geni da Silva, de 30 anos, catadora de lixo que vivia de favor com mais oito pessoas da família. “Eu peguei a escritura e a chave e fui conhecer meu novo apartamento. Quando cheguei aqui, tinha um homem morando na minha casa”, contou.
Inscrita na lista da companhia desde 2010, Geni assinou o contrato do apartamento em 15 de dezembro de 2016. Feliz por saber que o imóvel seria liberado até 7 de fevereiro, ela acompanhou a operação na tarde de hoje e agradeceu por receber a casa nova.
O diretor Imobiliário da Codhab, Jorge Gutierrez, disse que alguns dos invasores estão na lista para receber imóveis, mas não respeitaram a ordem de chamada. “Tem gente que quer tirar vantagem e passar na frente dos outros. Isso não é permitido, e eles serão removidos da lista.”
Núcleo de Fiscalização e Retomada da Codhab
As remoções foram organizadas pelo Núcleo de Fiscalização e Retomada, da Codhab, que verifica se os imóveis entregues pela companhia estão ocupados legitimamente. O núcleo faz vistorias constantes, e atua conforme denúncias recebidas.
Quando encontram casos de ocupação irregular, o que também inclui pessoas que receberam o imóvel e o revenderam ou alugaram, desocupam a residência e removem o ocupante da lista da Codhab.
Desde abril de 2016, quando foi criado, o núcleo recebeu denúncias sobre 60 apartamentos no Paranoá Parque. Desses, 37 foram retomados pela Codhab, oito estão em processo de retomada e 15, sob investigação.
Imóveis entregues para inscritos do Habita Brasília
Construídas para os inscritos na faixa 1 — de renda mensal de até R$ 1,6 mil — do eixo Morar Bem, do programa Habita Brasília, as unidades do Residencial Paranoá Parque começaram a ser entregues em março de 2014. De acordo com o diretor de Habitação da Codhab, Júlio Gutierrez, 6.240 famílias passaram a ocupar cerca de 90% dos apartamentos. Aproximadamente 25 mil pessoas moram na área.

Quem souber de ocupações irregulares de imóveis pode pelo telefone 162 ou pelo site da Ouvidoria-Geral do DF.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Bolsista do Prouni Convida Lula para Festa de Formatura

18 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 18:17 // RECEBA O 247 NO TELEGRAM Descrição: Telegram


Revista Fórum - A estudante de jornalismo Rita Correa Garrido, de 26 anos, nem pensava em cursar uma faculdade. Filha de comerciantes e estudante de escolas públicas durante todo o ensino fundamental e médio, ela viu no ProUni a possibilidade de conseguir uma bolsa de 50% na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo (RS). Os outros 50% foram financiados com auxílio do FIES.
A formatura está marcada para o próximo dia 20, após uma trajetória de jornadas exaustivas de trabalho, estudo, preconceito e até exclusão dos colegas, que faziam piadas da condição de bolsista. Em sua pesquisa de conclusão de curso, Rita abordou como tema “A Construção de Sentidos Sobre a Condução Coercitiva do Ex-Presidente Lula: análise das notícias em CUT-RS e Zero Hora”.
O trabalho ressalta a importância do jornalismo sindical como contraponto às notícias dadas pela grande imprensa. Para comemorar a formatura, a jovem enviou uma carta a Lula e fez o convite para ele participar de sua festa. O petista afirmou que não poderá estar presente, mas ligou para a universitária para agradecer e disse que deverá visitá-la em uma próxima viagem ao Sul.
Foto: Da esquerda para a direita: Rafaela Amaral, Matheus Alves, Rita Garrido e Émerson da Costa, todos bolsistas do ProUni
Leia a seguir a carta na íntegra.
Canoas, 28 de dezembro de 2016
Ao ex-presidente e companheiro Luiz Inácio Lula da Silva,
Me chamo Rita Correa Garrido, tenho 26 anos e estou a alguns dias de uma grande conquista. Em 2010, ingressei na Universidade do Vale do Rio dos Sinos, a Unisinos, em São Leopoldo-RS, para estudar jornalismo. Até poucos anos antes, sequer pensava em cursar o ensino superior, assim como milhares de estudantes Brasil a fora.

Filha de comerciantes, estudante de escolas públicas durante todo o ensino fundamental e médio, resolvi apostar no ProUni, que logo me propiciou uma bolsa de 50%. Peguei!

Durante seis anos, estudei em uma universidade particular tida como referência no Sul do país. Tive mudanças significativas na minha percepção de sociedade, principalmente na maneira como me incluo nela, e com isso, pude construir uma visão mais ampla, crítica e humana em relação ao mundo. Muito além de uma profissão, cresci como ser humano e me fortaleci como cidadã.


Também nestes anos, enfrentei jornadas exaustivas de trabalho, preconceito e exclusão. As jornadas, resolvi mais uma vez com os programas de inclusão. Solicitei o FIES e financiei os 50% pagos do curso, quase já no final da graduação. Ao preconceito e a exclusão, lutei, junto com inúmeros colegas, contra piadas do nível “bolsista também não ganha estojo com lápis, apontador e borracha” e gritos de “CALA BOCA, PROUNI”, durante uma ampla mobilização, em frente ao DCE da Universidade, contra o golpe dado na presidenta eleita Dilma Rousseff. 


Mesmo diante dos percalços, nunca omiti minha ideologia e meus posicionamentos políticos, que só se reforçaram com minha entrada no setor de comunicação do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, em maio de 2014. Aqui, mais uma vez, tive a oportunidade de ampliar visões e me aproximar de algo que julgo essencial no jornalismo: a comunicação popular voltada à classe trabalhadora. 


Frente à condução coercitiva, tentei levantar um grão de areia de clareza ao abordar o acontecimento em minha pesquisa de conclusão de curso, intitulada: A Construção de Sentidos Sobre a Condução Coercitiva do Ex-Presidente Lula: análise das notícias em CUT-RS e Zero Hora. Contrariando minhas expectativas, o trabalho foi muito bem recebido e avaliado pela banca de professores, rendendo-me o grau de Distinção (equivalente a notas entre 9 e 10) com direito a publicação na biblioteca da Universidade. 


A pesquisa segue, para que vejas o esforço feito dentro da academia para esclarecer fatos e lutar contra o monopólio da informação e a falta de democratização dos meios de comunicação. 


Também, e sendo este o principal motivo do meu contato, encaminho formalmente o convite da Cerimônia de Formatura, a ser realizada no dia 20 de janeiro de 2017, no auditório Pe. Werner da Unisinos São Leopoldo, a partir das 21h. Junto com os demais colegas do jornalismo, em grande parte bolsistas do ProUni e do Fies, comemorarei a conquista citada no início desta carta. A tua presença será uma honra para todos!


No sábado, dia 21 de janeiro, comemorarei de forma simples e informal com alguns poucos familiares, amigos e companheiros do Sindicato a formatura. O encontro será na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, a partir das 21h. Igualmente será uma honra tua presença nesta celebração.


Por fim, ainda incerta da presença, mas confiante no convite, agradeço-te desde já à oportunidade dada a milhões de estudantes em todo o país. O término de uma graduação não significa meramente a conquista de um canudo, mas também a conquista de dignidade, igualdade e oportunidades. Ainda que longe de atingir uma sociedade justa e igual para todos e todas, se faz necessário agradecer e reconhecer àqueles que, de alguma forma, acreditaram e investiram em um país melhor a partir da educação! Seguimos, mais do que nunca, nesta luta! Muito obrigada!
Atenciosa

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Aterro sanitário de Brasilia é inaugurado em Samambaia

Gov. Rollemberg chega para ver a primeira carga derramada no local fotos Nonato Borges 
Governador Rollemberg e autoridades inaugura aterro Sanitário Fotos Nonato Borges 
SAMIRA PÁDUA, DA AGÊNCIA BRASÍLIA
Projetado para comportar 8,13 milhões de toneladas de lixo, o Aterro Sanitário de Brasília, inaugurado nessa terça-feira (17) na DF-180, tem a construção dividida em quatro etapas. Apenas rejeitos serão depositados na área, e não haverá a presença de catadores, já que o material encaminhado para lá não é mais passível de reciclagem.
Apenas rejeitos serão depositados no Aterro Sanitário de Brasília, e não haverá a presença de catadores, já que o material encaminhado para lá não é mais passível de reciclagem. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília-17.1.2017
A área total é de 760 mil metros quadrados (m2), dos quais 320 mil são destinados a receber os rejeitos. A primeira etapa tem 110 mil me é fracionada em quatro células de aterramento. As obras das etapas seguintes serão feitas paralelamente ao início do funcionamento do local, de forma a evitar acúmulo de água da chuva, e consequentemente, de chorume. A célula que começou a receber rejeitos ontem conta com 44 mil m2.
Quando as carretas chegarem ao local, apenas motorista e veículo serão autorizados a seguir. Outras pessoas que porventura estiverem acompanhando devem aguardar em uma sala de espera. Duas balanças rodoviárias ficam instaladas perto da entrada para pesar os caminhões que chegam e saem do aterro.
Diferentemente do aterro controlado do Jóquei, na Estrutural, a disposição do lixo no Aterro Sanitário de Brasília é precedida por uma série de cuidados, que começa com drenos de captação de águas subterrâneas para evitar que esse tipo de líquido pressione o solo e provoque rupturas na estrutura.
O aterro tem 760 mil metros quadrados, sendo 320 mil destinados a receber rejeitos
Por cima dele, 1,5 metro de solo compactado e, em seguida, uma manta feita de polietileno de alta densidade. Texturizada nas duas faces e com espessura de dois milímetros, ela protege o solo e evita a contaminação do lençol freático. Acima da manta há uma cobertura de 50 centímetros de solo, que a protege de estragos, já que os caminhões que transportam os rejeitos passam por cima do material (veja arte abaixo).
Ao ser colocado no solo, o rejeito será espalhado e compactado com terra diariamente. A disposição do material ocorrerá de maneira a criar, com o tempo, camadas de diversas alturas em forma de trapézio, o que permitirá a estabilidade do aterro e o acesso para a abertura de novas frentes de serviço. Na medida em que os taludes forem formados, a estrutura receberá grama para sustentação.
Concomitantemente à colocação de rejeito no solo, são elevados dois tipos de drenos: um de captação de água pluvial e outro de chorume (líquido produzido pela decomposição da matéria orgânica dos rejeitos) e gás. A água pluvial captada no aterro é enviada a dois reservatórios destinados a isso e vai para o Rio Melchior. Já o chorume segue para outro reservatório voltado a esse fim e é enviado para tratamento na Estação de Tratamento de Esgoto Melchior, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), vizinha do aterro.
LE AGÊNCIA BRAS

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Fotos Nonato Borges
Apenas rejeitos serão depositados no Aterro Sanitário de Brasília, e não haverá a presença de catadores, já que o material encaminhado para lá não é mais passível de reciclagem. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília-17.1.2017
A área total é de 760 mil metros quadrados (m2), dos quais 320 mil são destinados a receber os rejeitos. A primeira etapa tem 110 mil me é fracionada em quatro células de aterramento. As obras das etapas seguintes serão feitas paralelamente ao início do funcionamento do local, de forma a evitar acúmulo de água da chuva, e consequentemente, de chorume. A célula que começou a receber rejeitos ontem conta com 44 mil m2.
Quando as carretas chegarem ao local, apenas motorista e veículo serão autorizados a seguir. Outras pessoas que porventura estiverem acompanhando devem aguardar em uma sala de espera. Duas balanças rodoviárias ficam instaladas perto da entrada para pesar os caminhões que chegam e saem do aterro.
Diferentemente do aterro controlado do Jóquei, na Estrutural, a disposição do lixo no Aterro Sanitário de Brasília é precedida por uma série de cuidados, que começa com drenos de captação de águas subterrâneas para evitar que esse tipo de líquido pressione o solo e provoque rupturas na estrutu

terça-feira, 22 de novembro de 2016

M P do DF:Justiça Decidirá se Afasta os Cincos Deputados Envolvidos no UTIGate

Como desfecho da primeira etapa da Operação Drácon, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) chegou à conclusão de que houve um esquema criminoso para aprovação de emenda parlamentar na Câmara Legislativa, comandado por quatro dos cinco integrantes da Mesa Diretora até agosto deste ano. A vice-procuradora-geral de Justiça do DF, Selma Sauerbronn, apresentou ontem, ao Tribunal de Justiça do DF, denúncia por corrupção passiva contra os cinco distritais investigados no episódio: Celina Leão (PPS), Júlio César (PRB), Raimundo Ribeiro (PPS), Bispo Renato Andrade (PR), que estavam à frente da Casa, e Cristiano Araújo (PSD), citado como intermediário da cobrança de propina. As investigações continuam. Agora, o Ministério Público apura se houve, de fato, o pagamento de dinheiro e quem participou do suborno. Empresários, servidores e outros personagens são os alvos.

Para evitar o que o Ministério Público considera uma possível blindagem contra essas novas etapas da investigação, a ação penal teve como complemento um pedido de afastamento dos parlamentares de seus respectivos mandatos, até o julgamento de todas as acusações. Se isso ocorrer, a bancada envolvida no escândalo, que ficou conhecido como UTIGate, dificilmente voltará a seus gabinetes na Câmara Legislativa nesta legislatura. A Justiça deverá decidir a medida cautelar. Mas uma decisão final deve ficar sob a responsabilidade do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF.

Na denúncia, o Ministério Público aponta que os cinco deputados pediram propina ao presidente da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco), Luiz Assad, para aprovar emendas destinadas a reformas de escolas. Como a proposta não foi para a frente, os deputados mudaram a estratégia e passaram a exigir dinheiro de prestadoras de serviços de UTI. O deputado Cristiano Araújo é apontado como o operador dessa negociação. No telefone dele, apreendido durante a busca e apreensão nos gabinetes e residências dos investigados, promotores e policiais civis encontraram uma suposta contabilidade da propina. Os registros foram feitos no aplicativo Bloco de Notas do iPhone de Cristiano. Ao lado de valores, o deputado anotou, segundo o MP, as iniciais de colegas que seriam beneficiados com o esquema criminoso.

Pela contabilidade, de 11 de fevereiro, o rateio parcial da propina seria de pelo menos R$ 50 mil para a deputada Celina Leão (CL), R$ 50 mil para Bispo Renato (BR), R$ 50 mil para Júlio César (JC), R$ 20 mil para o então secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara Valério Neves (V) e outros R$ 25 mil para Ricardo Cardoso dos Santos (RS), presidente do Fundo de Saúde. O saldo remanescente de R$ 80 mil seria destinado aos demais integrantes do grupo. Há ainda as iniciais SJ e FT, não identificados pelos investigadores.

Num dos registros, Cristiano também faz anotações sobre valores com respectivas destinações. Ao lado de UTI, aparece o registro de R$ 3 milhões. Ao tema publicidade, ele associa o montante de R$ 105 mil. As referências reforçam o depoimento do presidente da Asbraco. Luiz Assad disse ao Ministério Público que a negociação envolveria cerca de 10% do montante liberado pelo GDF em pagamentos de dívidas atrasadas, em decorrência da aprovação da emenda de autoria da Mesa Diretora. O montante aprovado foi de R$ 30 milhões.

Gravações


Além dos cinco distritais, o MP denunciou Valério Neves, Ricardo Cardoso dos Santos e Alexandre Braga Cerqueira, então secretário-executivo da 3ª Secretaria, ligado ao deputado Bispo Renato. O processo foi distribuído ao desembargador José Divino, relator do caso no TJDF. Para o Ministério Público, provas colhidas no curso da investigação, em depoimentos e em materiais apreendidos reforçaram as suspeitas que vieram à tona com as gravações realizadas pela deputada Liliane Roriz (PTB).

A filha do ex-governador Joaquim Roriz registrou dois diálogos com a então presidente da Câmara, Celina Leão, e uma conversa com Valério Neves. Ao contrário do que muita gente especula, Liliane não fez delação premiada, segundo os responsáveis pela Drácon. Ela é considerada, até o momento, uma importante testemunha. “Existem elementos de prova contundentes da prática dos crimes imputados aos réus, de corrupção passiva, elementos de prova que corroboram e confirmam aquelas gravações entregues pela deputada Liliane Roriz de que houve a solicitação de vantagem indevida para que houvesse a destinação de sobras orçamentárias da Câmara Legislativa”, afirmou o coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), promotor Clayton Germano.

Investigação


Outros deputados também podem cair na Operação Drácon. O Ministério Público apura ainda a liberação de outras emendas aprovadas pela Câmara Legislativa, no mesmo modus operandi do esquema relacionado a empresas de UTI. São remanejamentos orçamentários aprovados para favorecer credores do Executivo em detrimento da ordem de pagamentos estabelecida por lei. O MP conseguiu a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telemático e telefônico de diversos investigados. Esses dados ainda não foram liberados. Ao pedir o afastamento dos distritais denunciados, o MP alega que a medida preserva a “dignidade” da Câmara Legislativa.


Linha do tempo

17 de agosto 
Liliane Roriz renuncia à vice-presidência da Câmara Legislativa e entrega gravações relativas a deputados distritais ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Os grampos revelam um suposto esquema de uso de emenda parlamentar para o pagamento de dívidas do GDF com UTIs mediante cobrança de propina. O conchavo seria integrado por Celina Leão (PPS), Raimundo Ribeiro (PPS), Julio Cesar (PRB), Bispo Renato Andrade (PRB) e Cristiano Araújo (PSD).

23 de agosto 
Polícia Civil e MPDFT deflagram a operação Drácon. A ação investiga as denúncias oferecidas por Liliane Roriz (PTB). O Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) afasta da Mesa Diretora os distritais citados nos áudios da caçula de Roriz.

2 de setembro 
A Polícia Civil volta à Câmara Legislativa. Dessa vez, para apurar a possibilidade de destruição ou alteração de evidências referentes ao caso. A ação foi motivada pelas acusações de Chico Vigilante (PT). O distrital declarou que um servidor da Câmara Legislativa o informou sobre retiradas de provas do Legislativo.

17 de outubro 
O MPDFT deflagra a terceira etapa da operação da Drácon. Essa vertente investiga a destruição de provas por Sandro Vieira, ex-braço-direito de Celina Leão, e Alexandre Braga Cerqueira, ex-secretário executivo da 3ª Secretaria, cuja titularidade pertence a Bispo Renato Andrade.

18 de outubro 
O Conselho Especial do TJDFT autoriza a volta de três parlamentares à Mesa Diretora: Raimundo Ribeiro, Julio Cesar e Bispo Renato. O retorno de Celina Leão, entretanto, é vedado.

21 de novembro 
O MPDFT denuncia, por corrupção passiva, Celina Leão, Raimundo Ribeiro, Julio Cesar, Bispo Renato e Cristiano Araújo; o ex-secretário geral da Mesa Diretora Valério Campos; o ex-diretor do Fundo de Saúde do DF Ricardo Cardoso; e o ex-secretário executivo da 3ª Secretaria Alexandre Braga Cerqueira. 

A defesa dos envolvidos


Os envolvidos no caso UTIgate negam as acusações. Em nota, a presidente da Câmara Legislativa afastada por decisão judicial, Celina Leão (PPS), alegou que não se manifestaria, porque não teve acesso aos autos. O 1º Secretário da Casa, Raimundo Ribeiro (PPS), declarou que “não existe nenhum elemento, por menor que seja, que indique a sua participação em quaisquer irregularidades”. A defesa do deputado distrital Julio Cesar (PRB), 2º secretário do Legislativo local, mostrou-se impossibilitada de realizar comentários acerca da denúncia. Porém, alegou que, ao oferecer a denúncia, o MPDFT “ignorou o fato de que a investigação, cada vez mais, demonstrava a fragilidade e o absurdo das acusações feitas por Liliane Roriz (PTB)”.

A defesa de Bispo Renato Andrade (PR) também afirmou não ter acesso aos autos. Entretanto, apontou que, com a medida, o “Ministério Público do DF quer constranger o Poder Judiciário local, posto que o Tribunal de Justiça do DF permitiu a volta dos secretários da Mesa Diretora à Câmara Legislativa”. O advogado se referiu à decisão do Conselho Especial do TJDFT, que, em 18 de outubro, autorizou, por 11 votos a 10, o retorno de Raimundo Ribeiro (PPS) à 1ª secretaria. O benefício estendeu-se a Julio Cesar e Bispo Renato Andrade. Na oportunidade, o Judiciário manteve o distanciamento de Celina Leão, por 11 a 9. O deputado distrital Cristiano Araújo (PSD) alegou, em nota, que a denúncia é totalmente infundada e será contestada na Justiça. O parlamentar acrescentou que “a acusação não significa condenação e, sim, o início de um processo, que deve respeitar todas as etapas estabelecidas em lei, inclusive a de ampla defesa”.

O ex-diretor do Fundo de Saúde do DF Ricardo Cardoso dos Santos, responsável pela liberação da emenda de R$ 30 milhões aos hospitais particulares, afirmou que o advogado responsável pelo caso ainda não teve acesso aos autos. Portanto, não se manifestaria sobre a denúncia. O ex-secretário geral da Mesa Diretora Valério Campos não atendeu às ligações do Correio. A equipe de reportagem não conseguiu contanto com o ex-secretário executivo da 3ª Secretaria Alexandre Braga Cerqueira, apontado pelo MPDFT como emissário de propina.
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domingo, 6 de novembro de 2016

Corrida de Rua bem Movimentada na Cidade hoje pela Manhã

A largada da Corrida foto Nonato Borges
Aquecimento antes da Corrida foto Nonato Borges 
A Corrida de Rua Realizada hoje em Samambaia, foi um sucesso, com bastante gente participando do evento os amantes desta modalidade chegaram bem cedo mesmo com muito vento e um pouco de frio. Esta é a primeira corrida de Rua organizada pela academia START  FIT, os organizadores tiveram um pequeno atraso no inicio da largada, mais as ruas estava devidamente sinalizada pelo DETRAN e pela Policia Militar do DF. Não teve nem um acidente durante o percurso e foi bastante disputado os primeiros lugares nas distancias de 5. KM, e 10.KM. Com chegada bem ao estilo das grande corridas nacionais o percurso, foi todo na AV, sul da cidade com largada no estacionamento do Home Center Castelo Forte e chegada no mesmo local. 

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

UBES, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas

Fotos Nonato Borges Jornal Tribuna de Samambaia DF 
 menos 21 estados brasileiros, além do Distrito Federal, têm escolas e institutos ocupados por estudantes, segundo levantamento feito pelo G1. Eles são contrários à medida provisória que trata da reforma do ensino médio e à PEC 241, que limita os gastos na educação e outras áreas.
Um levantamento divulgado na quarta-feira (26) pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) mostra que há 1.154 ocupações em escolas, institutos e universidades estaduais, federais e municipais.
O movimento que se alastrou pelo Brasil começou no dia 3 de outubro no Paraná. É lá que está concentrado o maior número de ocupações: são 850 escolas estaduais, 14 universidades e três núcleos de educação, segundo o movimento Ocupa Paraná. Onde há ocupação, as aulas estão suspensas.
Já o número divulgado pela Secretaria de Estado de Educação (Seed), na tarde de terça-feira, é diferente: 752 escolas ocupadas, ou seja, 31% do total. Segundo a Seed, 79 escolas já foram desocupadas.
Na segunda-feira (24), um adolescente de 16 anos foi encontrado morto com facadas no pescoço e no tórax na Escola Estadual Santa Felicidade, que está ocupada por estudantes.
Estudantes ocupam quase mil instituições de ensino no país
De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), ele e outro aluno da escola, de 17 anos, dividiram uma droga sintética e depois se desentenderam.
O segundo estado com mais ocupações é Minas Gerais, com mais de 50 instituições de ensino. Em Alagoas há pelo menos 16 unidades, seguida por Rio Grande do Norte, com 13, Santa Catarina, com 12, e Espírito Santo, 11, de acordo com o levantamento do G1.
Pressão do MEC
O Ministério da Educação (MEC) deu prazo até a próxima segunda-feira (31) para que as instituições sejam desocupadas, já que muitas delas servirão de locais para aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que ocorre nos dias 5 e 6 de novembro.

O ministro Mendonça Filho disse no dia 19 de outubro que, se as escolas não forem desocupadas até 31, a prova será cancelada para os inscritos nesses locais. Na ocasião, ele citou que eram 181 pontos de aplicação do Enem ocupados onde estavam inscritos mais de 95 mil alunos. O Inep informou que atualizaria estes números nesta quarta-feira (26), tendo em vista que as ocupações cresceram em todo o país, porém, não divulgou nenhuma novidade.
Segundo Mendonça, o MEC já tomou a decisão de aplicar nova prova do Enem em data posterior para esses alunos que eventualmente sejam prejudicados por ocupações em escolas. Ele descartou a possibilidade de realocar a prova para outras escolas, por problemas de logística.