quinta-feira, 14 de maio de 2015

Carro Estacionado Irregular Ganha Cones Como Protesto

14/05/2015 06h00 - Atualizado em 14/05/2015 06h00

Carro 'ganha' cones sobre capô e teto após fechar passagem para deficiente

Cena ocorreu em frente a anexo da Câmara dos Deputados, em Brasília.
Detran afirma fazer operações no local; servidor diz que infração é comum.

Luciana AmaralDo G1 DF
Cones foram colocados em cima de carro estacionado em local irregular em frente ao anexo IV da Câmara dos Deputados, em Brasília (Foto: Arquivo Pessoal)Cones sobre carro estacionado em local irregular em frente ao anexo IV da Câmara dos Deputados, em Brasília (Foto: Arquivo Pessoal)
Um carro parado em local proibido em frente ao anexo IV da Câmara dos Deputados, em Brasília, teve cones de sinalização de trânsito colocados sobre o teto e o capô do veículo por um motorista inconformado com a infração. Os cones serviam para impedir que a passagem para pessoas com deficiência e dificuldades de locomoção fosse obstruída.
Segundo um servidor da Câmara que não quis se identificar, é comum motoristas removerem os equipamentos de sinalização para estacionar no espaço. "Acontece sempre. Me chamou a atenção porque alguém se sentiu incomodado e colocou os cones para ver se o responsável não faz mais isso. Tem falta de vaga, mas não justifica. A Esplanada dos Ministérios é enorme."
É comum perceber carros estacionados em cima de faixas amarelas demarcadas na região próxima ao Congresso Nacional, em Brasília (Foto: Luciana Amaral/G1)

Fernandinho Beira- Mar é Condenado a mais 300 anos de prisão

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi condenado a 120 anos de prisão na madrugada desta quinta-feira (14) no Rio. Ele era acusado de ter liderado uma guerra de facções, em 2002, dentro do presídio de segurança máxima Bangu I, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, e respondia pelo assassinato de quatro pessoas.
Beira-Mar acumula agora penas que somam quase 320 anos de prisão – condenações anteriores de quase 200 anos de prisão, mais os 120 anos da sentença desta madrugada.
Após mais de 10 horas de julgamento, a sentença foi lida na madrugada desta quinta pelo juiz Fábio Uchoa. O traficante foi condenado por quatro homicídios duplamente qualificados, por motivo torpe e sem dar chance de defesa às vítimas, que são os detentos Ernaldo Pinto Medeiros (Uê), Carlos Alberto da Costa (Robertinho do Adeus), Wanderlei Soares (Orelha) e Elpídio Rodrigues Sabino (Pidi). Para cada crime pegou 30 anos de cadeia.
Ao ser interrogado, Beira-Mar declarou inocência. “Eu cometi vários crimes. Nesse, eu sou inocente”, afirmou.
Eu cometi vários crimes. Nesse, eu sou inocente"
Fernandinho Beira-Mar
Segundo a acusação, Beira-Mar teria conseguido abrir caminho dentro do presídio para invadir a ala. O réu negou e disse que ouviu a confusão de longe e foi chamado depois pelos agentes penitenciários para "negociar" a paz dentro da cadeia, por ser considerado "tranquilo".
Ainda segundo o réu, ele ficava na ala A, junto com uma facção que também era distribuída pela ala C, de onde teria partido o ataque executado por 20 criminosos. Os quatro mortos, incluindo o traficante Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, eram da segunda quadrilha, situada na ala D.
"O problema era entre as galerias C e D. Ouvimos tiros e pensamos que era fuga. Sabíamos que tinham tomado a cadeia. Nisso, todos correram. Só entrei na galeria depois do fato. Os inspetores chegaram a me pedir ajuda porque sabiam que eu era um cara tranquilo. Nem cheguei a entrar e o Celsinho [da Vila Vintém] já estava saindo [da galeria]", contou.

Beira-Mar se declarou8 inocente no julgamento (Foto: Brunno Dantas / TJ-RJ)

terça-feira, 12 de maio de 2015

Weslian Roriz é assaltada no Núcleo Bamderante

Terça-feira, 12 de maio de 2015 08:45
Weslian Roriz é assaltada na porta da igreja
Dona Weslian Roriz foi assaltada nesta manhã (12) na porta da igreja.
A mulher do ex-governador Joaquim Roriz esperava o início da missa na Paróquia São João Bosco, no Núcleo Bandeirante, por volta de 7h30, quando um homem armado abordou o motorista dela. Dona Weslian ainda levou alguns minutos para entender o que estava acontecendo e por pouco não foi levada junto com o carro. "Ela está muito assustada", conta a filha Liliane Roriz, vice-presidente da Câmara Legislativa.
O ladrão levou o Jetta preto, da família Roriz. Ninguém se feriu.

A ocorrência foi registrada na 11ª Delegacia de Polícia, do Núcleo Bandeirante.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Carro é pego pelo Detran com R$ 44 mil em débito no DF

Agentes do Detran do Distrito Federal apreenderam nesta segunda-feira (11) um  carro com R$ 44 mil em débitos, sendo R$ 39 mil só em multas.

O veículo estava perto de um terminal de ônibus do Guará 1. Para recuperar o automóvel, o proprietário terá de quitar toda a dívida.
Segundo o órgão, há seis novas autuações, todas por excesso de velocidade, que vão se somar ao total de infrações. O veículo também já foi flagrado invadindo faixa exclusiva e avançando sinal vermelho.

Em Águas Claras, os agentes apreenderam um carro com R$ 20,5 mil em débitos. A maior parte é por infrações de trânsito, que renderam R$ 13 mil de dívida.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

PM e ex-PM São Preso Sob Suspeito de Matarem Torcedores do Corinthians

07/05/2015 07h21 - Atualizado em 07/05/2015 12h20
PM e ex-PM são presos sob suspeita de matarem integrantes da Pavilhão 9
Oito pessoas foram assassinadas na quadra da torcida organizada.
DHPP diz que um dos assassinados tinha dívida por droga com ex-PM.
Do G1 São Paulo
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Um policial militar e um ex-PM foram presos na manhã desta quinta-feira (7) em Carapicuíba e Osasco, na Grande São Paulo, sob suspeita de participação na chacina na sede da torcida Pavilhão Nove, do Corinthians, na Zona Norte da capital paulista, segundo informou o Bom Dia São Paulo. Oito pessoas foram assassinadas no último dia 18.
Segundo o DHPP, a chacina ocorreu por dívidas de drogas. Um dos oito assassinados devia dinheiro para o ex-PM Rodinei Silva, acusado de ser o mandante da chacina, que já tinha passagem pela polícia por tráfico de drogas. O nome do policial não foi divulgado.
O PM e o ex-PM tiveram a prisão temporária decretada (15 dias, renováveis por mais 15) e foram levados para a sede do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Há mais mandados de prisão contra outros suspeitos, inclusive policiais.
De acordo com o relato de dois dos cinco sobreviventes da chacina, os criminosos teriam se identificado como "polícia" no momento em que chegaram à quadra, por volta das 23h. Os criminosos estavam com o rosto descoberto. Em seguida, mandaram oito torcedores se ajoelhar e atiraram nas cabeças deles.
A Polícia chegou a informar que a ordem para executar os oito torcedores do Corinthians partiu de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios.
De janeiro a março de 2015, 33 policiais foram expulsos da Polícia Militar por vários motivos, não apenas por crimes, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Sobre as prisões desta quinta, a SSP informou que as investigações correm em sigilo.
O Ministério Público (MP) de São Paulo acompanha a investigação policial sobre a chacina. No último dia 22, o procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, determinou que os promotores do 5º Tribunal do Júri acompanhem os trabalhos da Polícia Civil para esclarecer o crime ocorrido no sábado (18).

A Promotoria poderá ter acesso ao inquérito do DHPP. Mas somente após sua conclusão do crime por parte da polícia é que um dos promotores será designado para apurar o caso na esfera judicial.
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Mortos
Foram assassinados: Ricardo Junior Leonel do Prado, de 34 anos, André Luiz Santos de Oliveira, de 29 anos, Mateus Fonseca de Oliveira, de 19 anos, Fabio Neves Domingos, de 34 anos, Jhonatan Fernando Garzillo, de 21 anos, Marco Antônio Corassa Junior, de 19 anos, Mydras Schmidt, de 38 anos, e Jonathan Rodrigues do Nascimento, de 21 anos.


Os corintianos mortos preparavam bandeiras que seriam levadas para o jogo contra o Palmeiras, no domingo (19), na Arena Corinthians, em Itaquera, Zona Leste. Câmeras de segurança de um posto de combustível, que fica ao lado da quadra da torcida, gravaram outras pessoas fugindo, escapando dos assassinos.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Taxista do DF estuprar Passageira

Um taxista do Distrito Federal foi preso na noite do último sábado (2), em Valparaíso-GO, após estuprar uma mulher nas proximidades do Aeroporto de Brasília. Segundo a delegada-chefe da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), Ana Cristina Santiago, o suspeito afirmou que cometeu o crime porque “queria um carinho”.
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"Ele dizia à vítima que não iria matá-la, queria apenas um momento de carinho", afirmou a delegada.
Ao ser apresentado aos jornalistas, Cléber Caitano dos Santos, 32, confessou o crime. Ele disse que estava sob efeito de álcool e cocaína. “Usei drogas antes do crime. Cometi um erro, mas vou cumprir. Me arrependo do fiz.”
Segundo a delegada, Santos não trabalha em nenhuma empresa cadastrada e atende passageiros a partir de aplicativos de taxis.
De acordo com a polícia, o suspeito abordou a vítima de 31 anos na parada de ônibus em frente ao Aeroporto JK. Ele ofereceu um serviço de “lotação” - com valor exato para um determinado lugar, mais barato do que o táxi.

Em depoimento, a vítima afirmou que Santos chegou que as portas estavam travadas e em seguida fez ameaças com uma arma e a obrigou a tirar a roupa enquanto parava o carro na Estrada Parque Dom Bosco (EPDB), ainda nas proximidades do aeroporto. Ela disse que permaneceu com o taxista entre 18h30 e 22h30.
A delegada afirma que a vítima foi abusada mais de uma vez. “Ela foi forçada a fazer sexo oral e anal com o taxista mais de uma vez. Entre os abusos, ele contava detalhes de sua vida e até mesmo seu apelido.” As informações relatadas à mulher possibilitaram que a polícia localizasse Santos.
Usei drogas antes do crime. Cometi um erro, mas vou cumprir. Me arrependo do que fiz"
Após ser violentada, a vítima foi deixada perto de um motel na entrada de Valparaíso e procurou a Polícia Militar de Goiás e a Deam. Segundo Ana Cristina, Santos foi detido em casa, e a esposa dele sabia do estupro. “Ao prestar depoimento, a esposa de Santos deu muitos detalhes do crime, não deixando dúvidas de que foi ele mesmo quem cometeu.”
A delegada orienta que os usuários do táxi prefiram os serviços de empresas cadastradas junto ao GDF. “Temos vários casos desse tipo envolvendo motoristas piratas. É sempre bom que o passageiro procure ligar para as empresas, pois lá há o registro de quem fez a viagem, aumentando a sua segurança.”
De acordo com o Sindicato dos Permissionários de Taxi e Motoristas Auxiliares do DF (Sinpetaxi), Santos tem a concessão autorizada de motorista auxiliar e terá a autorização cassada assim que o sindicato for notificado oficialmente sobre o envolvimento dele no crime. O sindicato também informou que o trabalho de renovação da autorização é anual e que é trabalho da Secretaria de Mobilidade verificar se o candidato a taxista tem antecedentes criminais.

A Secretaria de Mobilidade informou que para renovar a concessão o taxista ou motorista auxiliar deve apresentar uma certidão de nada consta. Segundo a pasta, Santos entrou na Justiça em 2013 e conseguiu uma autorização da 4ª Vara de Fazenda do TJDF para renovar a concessão como motorista auxiliar.
O suspeito vai responder pelo crime de estupro consumado e pode pegar seis anos de prisão. Ele já tem passagens por tentativa de homicídio e roubo. A Polícia Civil não soube informar o motivo de ele estar solto.
Táxi que era dirigido por suspeito de estuprar passageira perto do Aeroporto JK, em Brasília 

domingo, 3 de maio de 2015

Ex-Procurador e Promotora do MPDFT, Demitidos Embolsaram juntos R$ 1.4 Milhão

que ainda tentou na Justiça receber o pagamento de férias

Quatro anos após a demissão do ex-procurador-geral de Justiça Leonardo Bandarra e da promotora Deborah Guerner dos quadros do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a dupla ainda recebe salário sem trabalhar. Juntos, eles embolsaram, pelo menos, R$ 1,4 milhão nesse período. Não há prazo para a Justiça analisar o recurso dos promotores contra a demissão, motivada pelas denúncias de envolvimento na Caixa de Pandora. No mês passado, o Ministério Público Federal (MPF), que investiga a conduta de Bandarra e Guerner, recebeu um novo pedido de delação premiada. O ex-gerente da Codeplan Luiz Paulo Costa Sampaio esteve com os procuradores regionais da República com a promessa de fazer revelações inéditas sobre o caso. Sampaio deve ser ouvido novamente pelo MPF, mas só poderá fazer acordo de delação caso confesse envolvimento nos crimes da Pandora e comprove as novas denúncias.

O processo relativo aos promotores está no Ministério Público Federal porque Deborah Guerner e Leonardo Bandarra têm foro privilegiado e respondem a ações no Tribunal Regional Federal (TRF). Guerner foi alvo de três ações criminais — uma rejeitada pela Justiça e duas recebidas. No caso de Bandarra, o MPF apresentou quatro denúncias criminais contra o ex-procurador-geral de Justiça: uma foi rejeitada, uma teve acolhimento dos integrantes do TRF, mas Bandarra acabou absolvido, e duas foram recebidas e ainda tramitam na Corte, atualmente em fase de instrução. Este ano, o Ministério Público Federal ajuizou ainda duas ações civis de improbidade administrativa, pelas mesmas acusações da Caixa de Pandora.

A investigação dos procuradores concluiu que, entre outros crimes, Bandarra e Deborah Guerner tentaram extorquir R$ 2 milhões do ex-governador José Roberto Arruda. Eles teriam ainda vazado informações sigilosas para favorecer o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, delator do esquema de corrupção. Além da dupla, o marido de Deborah, Jorge Guerner, foi alvo de três ações criminais.

Trânsito em julgado

Os promotores foram demitidos pelo Conselho Nacional do Ministério Público em maio de 2011, mas continuam a receber os vencimentos integralmente, graças a uma decisão da Justiça. Em fevereiro de 2012, o Supremo Tribunal Federal entendeu que o corte dos salários só deve ocorrer depois do trânsito em julgado e determinou que Bandarra e Deborah Guerner recebam os pagamentos mensais até o desfecho do caso.


O Ministério Público do DF e Territórios divulga os salários de seus integrantes desde maio de 2012. Nos últimos três anos, Leonar do Bandarra recebeu R$ 830.329,95. O último contracheque do ex-procurador-geral de Justiça estampava um rendimento líquido total de R$ 24.344,30. Já Deborah Guerner recebeu R$ 666.434,50 no mesmo período. No mês passado, o Ministério Público repassou R$ 19.504,56 limpos à promotora.