quarta-feira, 19 de agosto de 2015

PGR Recomenda Prisão de Luis Estevão

A Procuradoria Geral da República enviou na quarta-feira (18) parecer ao Supremo Tribunal Federal no qual pede a rejeição de um dos recursos apresentados pelo ex-senador Luiz Estevão e recomenda a prisão imediata dele. O documento é assinado pelo subprocurador-geral da República Edson Oliveira de Almeida.

O documento visa rebater um novo recurso apresentado pelo ex-parlamentar, depois que o ministro Marco Aurélio Mello rejeitou, em junho deste ano, analisar pedido contra condenação imposta em 2006 pela Justiça a 31 anos de prisão em razão de fraudes nas obras do TRT de São Paulo, na década de 90. Há quase dez anos, o ex-senador recorre em liberdade.

O ministro entendeu que não havia questão constitucional a ser tratada no caso. Agora, o recurso deverá ser decidido pelo plenário da Primeira Turma em data ainda não definida.
O advogado do ex-senador, Marcelo Bessa, disse que vai esperar uma posição do Supremo para agir sobre o caso.
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No Supremo, em relação às fraudes no TRT, há mais quatro recursos nos quais se tenta reverter as condenações de Estevão e de outros acusados no processo. A Advocacia Geral da União diz que os desvios chegam a R$ 1 bilhão de reais em valores atualizados e entrou paralelamente com ações de cobrança.

O ministro Marco Aurélio Mello já afirmou que Luiz Estevão está "cada vez mais perto" de começar a cumprir a pena, mas ressaltou vai esperar todos os recursos serem esgotados no plenário da Primeira Turma antes de determinar a prisão do ex-senador.

O subprocurador-geral da República Edson Oliveira de Almeida afirmou que a defesa de Luiz Estevão argumenta que o novo recurso visa "sanar um ponto omisso" da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que não reviu a condenação. Mas, para o procurador, trata-se apenas de uma tentativa de postergar o início do cumprimento da pena.

"Como facilmente se vê, os segundos aclaratórios [recurso] de Luiz Estevão de Oliveira Neto e de Fábio Monteiro de Barros Júnior não se destinavam a superar vícios de omissão, contrariedade, ambiguidade ou obscuridade, mas encerravam irresignações infringentes, quanto ao próprio mérito da decisão embargada e nitidamente protelatórias."

Diante do que chamou de "caráter protelatório dos recursos", o procurador pediu a rejeição do recurso "e a imediata baixa dos autos, para início da execução", ou seja, a imediata prisão do ex-parlamentar. A defesa de Luiz Estevão sempre negou a tentativa de atrasar o início do cumprimento da penal.
Outra prisão determinada pelo STF
Almeida destacou ainda que Luiz Estevão já tentou outras "manobras protelatórias" que foram, inclusive, reconhecidas pelo Supremo no julgamento de um recurso, de relatoria do ministro Dias Toffoli, no qual se determinou que ele iniciasse cumprimento de pena de 3 anos e 6 meses de prisão por falsificação de documento público.

O ex-senador foi acusado de alterar livros contábeis para justificar dinheiro de obras superfaturadas para construir prédio do TRT de São Paulo. Em relação a essa pena, Luiz Estevão cumpriu um período em regime semiaberto e já foi autorizado a ir para prisão domiciliar porque cu

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Respeite o eleitor do DF, Deputado Fraga

O deputado federal Alberto Fraga (DEM) enviou ofício para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para o juiz responsável pela Operação Lava-Jato, Sérgio Moro, e para o presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB), se colocando à disposição das investigações sobre desvios de dinheiro no governo federal.
Delação premiada do dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, indicado como chefe do clube VIP formado por empreiteiras que dominavam as licitações da Petrobras, envolveu políticos do DF no escândalo nacional de corrupção. Em depoimento, ele afirmou ter repassado R$ 5 milhões ao então senador e candidato à reeleição Gim Argello (PTB), que teria distribuído o dinheiro para outras cinco candidaturas locais.


Um dos beneficiados seria o comitê eleitoral de Fraga. Segundo prestação de contas disponível no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de R$ 1,5 milhão que o parlamentar arrecadou para a campanha, mais de R$ 1 milhão foi doado pela UTC.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Brasilia Continua Com a Umidade Baixa Hoje foi 23 %


Os lábios rachados, pele seca, ardência nos olhos se intensificaram nos últimos dias. A umidade baixa, típica dos meses de agosto e setembro, começa a se acentuar. Nesta quinta-feira (6/8), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou o índice mais baixo de 2015 até o momento. Nas horas mais quentes do dia, a umidade chegou a 23%, quando a temperatura estava em 28,8º C.

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Para esta sexta-feira a previsão é de céu claro a parcialmente nublado. Os termômetros devem registrar mínima de 12º C durante a madrugada e máxima de 28ºC. A umidade deve continuar baixa, com variação entre 70% e 20%. Quando os níveis chegam a esse percentual, o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é decretar estado de atenção.

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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Continua a derrubada em Vicente Pires hoje operação de derrubada de construçõulares em Vicente Pires pela Agência de Fiscalização do DF (Agefis) causou protesto entre os moradores da Chácara 200, Rua 8, na manhã desta terça-feira (4/8). A área é destinada a edificação de equipamentos públicos. Rodrigo Nunes Esp. CB/DA Press Empilhadeira levanta carro Mais cedo, os moradores queimaram pneus em protesto. Além disso, usaram carros para fazer uma espécie de barricada no condomínio para impedir a ação da fiscalização. O Batalhão de Choque da Polícia Militar está no local. O objetivo da ação da Agefis é derrubar pelo menos 18 construções de um total de 25 edificadas no local. Mesmo após alguns tratores apresentarem problemas, até as 10h15, sete construções já tinham sido demolidas. Leia mais notícias em Cidade Segundo a presidente da Agefis, Bruna Pinheiro, sete das construções têm liminar da Justiça. "A ideia é continuar a fiscalização ao longo da semana, até que todas sejam derrubadas. O mais importante disso tudo é observar que para regular Vicente Pires, 10% da área deve ser destinada a equipamentos públicos. Isso consta em um projeto aprovado pela própria associação dos moradores da região", argumento

Uma operação de derrubada de construções irregulares em Vicente Pires pela Agência de Fiscalização do DF (Agefis) causou protesto entre os moradores da Chácara 200, Rua 8, na manhã desta terça-feira (4/8). A área é destinada a edificação de equipamentos públicos.



Rodrigo Nunes Esp. CB/DA Press

Mais cedo, os moradores queimaram pneus em protesto. Além disso, usaram carros para fazer uma espécie de barricada no condomínio para impedir a ação da fiscalização. O Batalhão de Choque da Polícia Militar está no local. O objetivo da ação da Agefis é derrubar pelo menos 18 construções de um total de 25 edificadas no local. Mesmo após alguns tratores apresentarem problemas, até as 10h15, sete construções já tinham sido demolidas.
Segundo a presidente da Agefis, Bruna Pinheiro, sete das construções têm liminar da Justiça. "A ideia é continuar a fiscalização ao longo da semana, até que todas sejam derrubadas. O mais importante disso tudo é observar que para regular Vicente Pires, 10% da área deve ser destinada a equipamentos públicos. Isso consta em um projeto aprovado pela própria associação dos moradores da região", argumento

Derrubada em Vicente Pires

Moradores de habitações irregulares em Vicente Pires queimaram pneus para tentar impedir a chegada da fiscalização na manhã desta terça-feira (4). De acordo com a Subsecretaria da Ordem Pública e Social (Seops) e a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), o objetivo é derrubar 30 casas construídas em terreno público na chácara 200 da rua 8 da região.
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Essa é a terceira tentativa da Agefis de atuação no local. Nas outras idas a Vicente Pires, a fiscalização do GDF optou por não realizar demolições por haver protestos violentos. Sete casas conseguiram liminar na Justiça, informou o órgão.

Por volta das 8h30, duas casas haviam sido destruídas. Segundo o major Antônio Viegas, da Seops, a fiscalização já previa conflito no local. A operação para remover as habitações foi iniciada assim que o fogo foi apagado.

A derrubada foi interrompida por alguns minutos, após os pneus dos dois tratores utilizados na operação furarem. O Detran foi acionado para retirar cerca de cinco carros que estavam bloqueando a passagem das máquinas com uma empilhadeira (veja vídeo abaixo).
De acordo com a Agefis, o terreno é destinado à construção de instalações públicas, como posto de saúde e escolas. Cerca de 25 casas ocuparam o território em fevereiro deste ano.

O presidente da associação de moradores criticou a ação. "Vicente Pires é uma área consolidada, em fase de regularização", afirmou Gilberto Camargo, que mora há 18 anos na região. "Existem edifícios ocupando área pública e não fazem nada. Mas este condomínio aqui estão derrubando."

sábado, 18 de julho de 2015

Mais um caixa eletrônico explodido em Samambaia

Ladrões explodiram um caixa eletrônico de uma loja de material de construção na quadra 302 de Samambaia, no Distrito Federal, na madrugada deste sábado (18). Segundo a Polícia Militar, quatro homens renderam o vigilante e o mantiveram sob a mira de uma arma enquanto explodiam um dos cinco caixas do estabelecimento.
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Ladrões arrombam caixa eletrônico e levam R$ 40 mil na Asa Norte, no DF
Ladrões explodem caixa eletrônico de
agência no SIA, no DF
Ladrões explodem caixa eletrônico e fogem sem levar dinheiro no DF
De acordo com a corporação, os bandidos usaram explosivos e conseguiram levar dinheiro. No entanto, a polícia não informou o tamanho do prejuízo. Até as 11h50 deste sábado, ninguém havia sido preso.

Equipes do esquadrão antibombas foram acionadas para fazer uma varredura na região e verificar se havia mais algum explosivo que não foi detonado.
Segundo a Secretaria de Segurança, já são 17 explosões e 12 arrombamentos de caixas eletrônicos na capital federal neste ano.

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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Ex viciado em crack reconstrói a vida


São dois anos que valem por uma vida. Uma nova vida, no caso de Adeílson Mota de Carvalho, 39 anos. Daquele 22 de agosto de 2013, em que encontrou o estudante Felipe Dourado, na Rodoferroviária, para hoje, resta a experiência a não ser esquecida. O então morador de rua, imerso no crack, tornou-se marceneiro com agenda cheia. Trabalha por conta própria, no galpão de casa, e se desdobra para entregar as encomendas no prazo. Casou-se, construiu patrimônio e tem nos três meses em que viveu ao relento uma etapa para conquistar tudo isso.

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A comparação do antes com o depois é inevitável. “A vida mudou completamente. Está melhor até mesmo do que antes de eu usar droga”, afirma. Ele se casou há oito meses, comprou um lote e planeja construir a casa própria, em São Sebastião. “Depois de julho, eu começo a obra”, estima. O projeto de montar a marcenaria na clínica de recuperação onde se tratou não vingou. “Sabe que quando entra dinheiro na história tudo muda?”, comenta. Quando ainda estava em tratamento na instituição, a ideia era levar adiante a oficina de marcenaria para ajudar a profissionalizar os internos. “Não deu certo. Acho que não era para ser”, lamenta.

Não foi como esperado, mas funcionou de outra forma. Passada a comoção nacional, apagados os holofotes e flashes, ele retomou a profissão exercida desde os 9 anos. “O dinheiro que ganhei com o Agora ou Nunca (quadro do programa Caldeirão do Huck, da TV Globo), eu dei para a minha mãe”, conta. A primeira pessoa que lhe confiou serviço foi um morador do Lago Norte. “O cliente ligou para mim e pediu para eu fazer todos os armários da casa dele. Cheguei lá, medi tudo, e ele me perguntou como eu fazia para me locomover. Respondi que era de ônibus. Ele me deu uma moto, parada havia um ano, para eu ir até os clientes. Nunca esqueci esse gesto dele”, afirma Adeílson.

Confiança

Sentir-se creditado após anos de desconfiança é conquista pessoal que dinheiro nenhum pagaria. “Quando eu estava na rua, sofri muito preconceito. Vi pessoas mudando de lado da calçada por medo de que eu as assaltasse. Não ia fazer nada, só pensava na droga, mas não tinha como elas saberem disso.” A rejeição calou fundo. “Aquilo me doía muito, eu não era bandido”, explica. Foram anos como dependente químico. “Foram seis em idas e vindas, mas o último eu vivi em função da pedra”, reconhece. Nesse período, perdeu amigos e empregos. “Aprendi a marcenaria com o pastor da igreja da minha mãe.

A vinda de Redenção, no Pará, para a capital federal não foi planejada. “Eu fugi para Brasília por desespero. Eu não conseguia ficar sem droga, e a minha mãe sofria ao me ver naquele estado”, lembra. Percorreu o Setor Comercial Sul, a Rodoviária do Plano Piloto, a Rodoferroviária. “As pessoas que estão ali ficam em estado animal. Deixam de se sentir gente. Vi pessoas se matando por causa de isqueiro, de R$ 10. Presenciei dois crimes no Setor Comercial Sul”, recorda-se.

O que viveu serve de referência. “Para me lembrar de onde vim e para onde não quero voltar. Lembrar esse tempo me motiva”, garante. Para evitar as recaídas, há de se ter força de vontade. “Antes, a minha alegria era a droga. Passei, então, a buscar outras coisas que podem fazer isso”, detalha. Para ele, há sentido nos percalços pelos quais passou. “Eram para eu conquistar o que